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ARESTAS

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Concerto Arraial Benefit PUONTO E BÍRGULA

Puonto e Bírgula.jpg

Da última vez que vos escrevemos foi para participar o falecimento de um projecto, CasaViva. Mas, patente no "até já" com que fechámos esse texto, ficou o aviso implícito de regresso.

Podíamos dizer que regressamos pela vontade colectiva de, juntas, continuar a experimentar outras vivências, a revitalizar um espaço devoluto entre os milhares que florescem pela cidade e libertá-lo para todas que procuram uma outra urbe, outras formas de fazer e reagir ao que nos rodeia. Errar e voltar ao princípio de tudo procurando outros caminhos. Não mentiríamos!

No entanto, voltamos porque não acreditamos num local que eleva o ponto final ao estatuto de líder da pontuação duma gramática que reescreve a cidade, tirando-lhe os moradores, para que nela caibam gentes assépticas e endinheiradas. Ao ponto final com que pretendem fechar outros caminhos, queremos acrescentar a vírgula que permita que a urbe seja o que a sua definição indica, uma coisa dinâmica e em constante construção. Sem partirmos de uma ideia acabada de Cidade, coisa que achamos que existe menos do que uma relação em eterna mudança entre gente e território. Uma vírgula de habitantes que recusa a cidade-ponto que os poderes pretendem construir.

Somos, então, "puonto e bírgula". Assim mesmo, como se diz cá entre a gente. A pontuação mais justa de todas. Não termina nem finaliza uma ideia, permite, antes, que as ideias, mesmo as que, à primeira vista, não pareçam ter nada a ver umas com as outras, se misturem, se recriem e sejam mais do que elas próprias com outras.

Os pontos servem para pôr nos is, para abrir explicações quando aparecem aos pares e, quando em trio, para permitir a continuidade ou deixar em aberto. Ora, então, bamos lá pôr os pontos nas ideias. Dois pontos. Queremos desafiar imperativos autoritários; experimentar o impraticável; desatinar as vontades inertes; situarmo-nos do outro lado da apatia e do dogma, no meio da provocação e da crítica. Três pontos.

Por enquanto, temos andado a tapar buracos do soalho, reforçar vigas do tecto e chão, arranjar o telhado e caleiras, restaurar a cozinha original da casa, compor janelas, portas e paredes. Até agora foram gastos perto de 2000 euros. Apesar de fazermos um esforço para, em consonância com o projecto, reciclar a maior parte dos materiais, ainda é preciso mais guito, pasta, carcanhol, mas também mãos, pernas, braços e cabeças para alombar com entulho e outras delicadezas. Daí este concerto-benefit-arraial para podermos abrir o 157 da Praça do Marquês de Pombal o mais rápido possível.

Um último desafio: o projecto ainda não tem nome. Não é que isso importe muito mas ajuda a defini-lo. Manda aqui o teu bitaite e ficas habilitada a ganhar um abraço colectivo, ou não!

Abril, 2016

CONCERTO - ARRAIAL - BENEFIT

KAGADA
FUCK77
GRITO!
SELF-RULE
ESTADO DE SÍTIO
(entrada 5 benefits)

Punk Rock dj: FRAGIL

 

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