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ARESTAS

ARESTAS

CIDADÃOS CALDENSES PELO SIM

Dia 11 de Fevereiro de 2007, somos novamente consultados sobre um assunto delicado que põe em causa questões morais, sociais, filosóficas, éticas e religiosas. Contudo, face a uma situação insustentável, cujas mágoas e feridas na sociedade estão à vista, a única e melhor solução, enquanto não estão largamente implementadas estruturas sólidas e construtivas (apoios, informação, planeamento, divulgação, etc.), é, sem alguma dúvida, despenalizar as mulheres que optam por, após tergiversar, hesitar, analisar todos os dados (sentimentos, objectivos e condições) pôr fim a uma gravidez não desejada.

O corpo da mulher ainda é o lugar de discursos controversos, enquanto deveria ser lugar de partilha, troca e conhecimento. Sabemos o peso do corpo e de tudo o que lhe está relacionado na nossa sociedade. Sabemos a vergonha e o pudor que sentimos quando falamos do nosso corpo, das mudanças, dos desejos, da passagem do tempo, das modificações e manifestações. As mulheres vivem ao ritmo mais ou menos regular das hormonas, agentes invisíveis com efeitos visíveis que sempre foram considerados como algo estranho, mas sempre sem o valor que verdadeiramente têm.

As mulheres vivem o seu corpo enquanto mulheres com todo o peso que isto implica a nível social, moral, ético e religioso.

A decisão de não levar a cabo uma gravidez foi desde sempre resolvida pelas mulheres, independentemente, de ser ou não um acto condenado pela lei dos homens, elas sempre decidiram por si em momentos de intenso desespero fazer o que achavam correcto para o futuro.

A interrupção de uma gravidez não desejada foi e é desde os tempos mais antigos uma realidade da vida da mulher, pois independentemente de ser ou não permitida pela lei sempre foi praticada simplesmente porque há concepções desejadas e outras não, sendo estas acidentais, impostas, etc.

Não podemos permitir que as nossas mulheres portuguesas, jovens e mães, ponham em risco a sua vida por causa de uma lei que acaba por não ter consistência no seio da sociedade comunitária em que vivemos.

Não podemos permitir e pactuar com o maior desespero daquelas mães adultas, jovens e menores, incapazes de lidar com uma gravidez, sem recursos e apoios de todo o tipo, incapazes de ir ao encontro das necessidades de um recém-nascido, simplesmente porque não estão preparadas, e porque ter uma criança nestas circunstancias pode vir a ser mais um daqueles casos de desespero, de maus tratos e de desprezo tão aliciante para a nossa sociedade de consumo aborrecida pelo quotidiano e ávida de sensações.

                        Não se trata, neste referendo, de ser a favor de um acto, nem de pôr em questão crenças, mas sim de uma escolha que não deve constituir crime.Trata-se de permitir que as mulheres que fizeram a sua escolha conscientemente, sabendo os riscos, porque existem sempre riscos, sabendo as dores, porque existem dores profundas insuspeitáveis e invisíveis, não sejam condenadas pela lei por um acto que concerne o seu corpo.

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