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ARESTAS

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Apontamentos sobre «Os anarquistas julgam Marx» (9)

No texto intitulado «Bakunin e o Estado Marxista», Gaston Leval retomada ponto por ponto as oposições ideológicas entre Bakunin e Marx, contemplando: as bases teóricas gerais; a natureza do Estado; o Estado e socialismo;os dois métodos; as contradições da ditadura do proletariado; e a prática da ditadura.

 

Quanto às bases teóricas gerais as principais críticas de Bakunin ao marxismo, como doutrina e ciência social, se encontram na Lettre au journal La Liberté em que desenvolve as afirmações fundamentais enunciadas em Sofismas históricos da Escola doutrinária dos comunistas alemães: «Três elementos, ou, se preferirem, três princípios fundamentais constituem as condições essenciais de todo o desenvolvimento humano, tanto individual quanto colectivo, na história: 1º a animalidade humana; 2º o pensamento, 3º a revolta. à primeira corresponde precisamente a economia social e privada; à segunda a ciência; à terceira a liberdade»

 

Quanto à natureza do Estado o autor indica que « Bakunin é inimigo do Estado. Marx também, em teoria, pelo menos. Todavia, Marx considera que o Estado proletário, ou socialista, pode agir a serviço do povo, enquanto seu adversário não diferencia o Estado, dito proletário, do Estado monárquico ou republicano. Para ele, essencialmente, o Estado não pode ter outro objectivo ou dar outros resultados senão a opressão e a exploração das massas populares, seja defendendo os proprietários , os patrões, os capitalistas, seja se tornando ele próprio proprietário, patrão, capitalista.»

 

No que concerne o Estado e socialismo, o pensamento de Bakunin é visionário na sua análise, crítica e oposição ao comunismo autoritário e ao socialismo ou comunismo de estado.

 

Quanto ao método, citamos este excerto esclarecedor do Preâmbulo para a segunda edição do Império Cnuto-Germânico, t. III, pp. 250-252 das Obras: « Disso resultam dois métodos diferentes. Os comunistas crêem dever organizar as forças operárias para apoderar-se da força política dos Estados. Os socialistas revolucionários organizam-se com vistas à destruição, ou, se preferirem uma palavra mais educada, com vistas à liquidação dos Estados. Os comunistas são partidários do princípio e da prática da autoridade, os socialistas só confiam na liberdade. Uns e outros são igualmente partidários da ciência que deve matar a superstição e substituir a fé; os primeiros gostariam de impô-la; os segundos esforçam-se para propagá-la, a fim de que os grupos humanos convictos se organizem e se federem espontânea e livremente, de baixo para cima, por seu próprio movimento de acordo com seus reais interesses, mas nunca segundo um plano traçado de antemão e imposto às massas ignorantes por algumas inteligências superiores.»

 

Podemos encontrar no livro de Bakunin intitulado Estatismo e Anarquia (1873) a exposição das contradições da ditadura do proletariado.

 

Quanto à prática da ditadura o autor remete-nos para as obras de Baknunin evocando a «antecipação divinatória do que se passou na Rússia» e concluindo que «(...)se Bakunin foi exacto nas suas críticas, ele também o foi no essencial da linha de conduta a seguir. (...) o pensameto construtivo de Bakunin constitui sempre uma fonte extraordinária à qual temos muito a recorrer. O socialismo morre e o futuro d mundo está em perigo porque não se deu atenção a ela. É voltando a essa fonte que a justiça social na liberdade será possível.»

 

[Nota:este texto de Gaston Leval data de 1983.]

 

Por último, no texto intitulado «A questão Económica», Éric Vilain vai ao fundo da questão do método dando o efectivo valor ao trabalho de Proudhon.

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