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ARESTAS

ARESTAS

Simulação de sismo em Lisboa

(Fotografia Paulo Ferreira)

 

Multiplicamos os riscos

os acidentes prováveis

aquilo que acontece

e acontece cada vez mais?

....

....

Mas, somo razoáveis e pre-videntes

de sexta às 17:30 até domingo  Lisboa simula.  Ver AQUI

 

 

(sobre o que acontece - ce qui arrive - Eis a tradução de um excerto do prefácio de Paul Virilio para o catálogo da exposição - Accidens.) Temática que inspirou Valter Vinagre para:

 

 

 

"A realidade ultrapassa o nível de cosnciência: a palavra catástrofe, quando aplicada ao conhecimento de Tchernobil, é insuficiente, porque escurece o significado do drama. A palavra adequada ainda não foi inventada. Tchernobil é um acidente do conhecimento, pos-conceptual e pos-científico. Neste mundo, é necessário encontrar outros alicerces do que os científicos" (Svetlana Alexievitch)

 

     Nos anos trinta, o historiador Marc Bloch constatava que: « Um traço distintivo, entre todos, opõe a civilização contemporânea às que a precederam: a velocidade». Por sua vez, esta situação implica outro aspecto: o accidente. A generalização progressiva de acontecimentos catastróficos afectam, não só a realidade do momento, mas também provocam ansiedade e angustia nas gerações futuras.

      De incidentes em acidentes, de catástrofes em cataclismos, a vida quotidiana tornou-se num caleidoscópio onde enfrentamos, continuamente, o que está por vir, o que sucede inopinadamente, ou ex-abrupto...

     No espelho quebrado, temos, cada vez mais, que aprender a saber discernir o que acontece e, sobretudo, cada vez mais rapidamente, isto é, de forma intempestiva, ou até simultânea. Perante este estado dos factos, de uma temporalidade acelerada que afecta os costumes, na Arte, tanto como na política das nações, impõe-se uma urgência entre todas: expor o acidente do Tempo.

(Fotografia minha)

      Desta forma, invertendo a ameaça do inopinado, a surpresa torna-se assunto de tese e o maior risco assunto de exposição no quadro das telecomunicações instantâneas.

      Em 1935, Valéry explicava que: « Antigamente, só tínhamos assistido a soluções ou respostas a questões muito antigas, senão imemoriais, em vez de algo novo... Mas a nossa novidade reside no caráter inédito das próprias perguntas e não tanto nas soluções, nos enunciados e não nas respostas. Daí, a impressão geral de impotência e incoerência que domina os nossos espíritos»

 

      A constatação desta impotência, perante o surgimento de acontecimentos inesperados e catastróficos, obriga-nos a inverter a tendência habitual que nos expõe ao acidente, para inaugurar uma nova espécie de museologia, de museografia: a que consiste, agora, em expor o acidente, todos os acidentes do mais banal ao mais trágico, desde as catastrofes naturais aos sinistros industriais e científicos (...)

 

 

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