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ARESTAS

ARESTAS

Entre luta e luto, tudo se degrada

 

            O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos da América está a incitar ao ódio racial e à chacina do candidato democrata, ao dizer que este último “não é como nós” e ao catalogá-lo de “terrorista”, explora uma fraqueza com graves consequências num país com uma longa e dolorosa história racial; num país que revela uma elevada violência social, num país onde é fácil transferir todas as culpas para um homem como Barack Obama. Onde será que McCain quer levar o povo americano? Desde o nosso cantinho ameno e pacato, na finisterra da Europa, quase que não queremos perceber que sabemos qual o caminho apontado, posto que calamos, mas pressentimos que não augura nada de bom, porque é a própria integridade física de Obama que se encontra ameaçada. Isto, enquanto a crise económica e os mercados financeiros se desmoronam e que, por um lado, os estados resolveram que o povo tem de “pagar” pelos crimes dos, recentemente, denominados “banksters” e por outro lado, a imprensa, por meio de serviços secretos americanos, revela que a situação no Afeganistão e no Paquistão está cada vez mais problemática, referindo-se aos talibãs, ao famigerado e “faminventado” «terrorismo» e ao dinheiro do tráfico de drogas. Entretanto o pacto Sarkozy sobre a imigração levanta ondas, as pressões a nível das políticas educativas mobilizam professores, esquecemos o leite, os produtos lácteos, os bombons, as bolachas, etc., contaminados com melamina. Enquanto a imprensa francesa revisita a sua independência e sobrevivência, os trabalhadores a recibos verdes e a falsos recibos verdes labutam com afã para poder sobreviver neste contexto conturbado, mesmo com a esperança de que a notícia televisiva em nota de rodapé, que parecia querer indicar que o limite máximo para a declaração de IRS ia passar para 12.500€, o que significa que o trabalhador independente pode passar a desempenhar as suas funções (procurar trabalhos, ser seu próprio patrão, arquear com todas as despesas e encargos sociais para exercer as suas funções laborais, sem contemplar nem férias, nem fim de semana, como sendo um momento de repouso adquirido – lembro-vos, en passant, que foi um dos ganhos laborais implementado durante a 1ª República –) Não me perguntem se é verdade pois, procurei informações sobre esta notícia em nota de rodapé sem êxito. Mesmo assim, parece-me que 15 000€ seria um montante mais justo, mais seguro e adequado para o trabalhador independente.

O que perceber de todas estas informações importantes que se esvaziaram simultaneamente nos nossos jornais, e ecrãs? É de facto difícil lidar com todas as frentes e a vida continua pacata e remota, ao pulsar de um fictício comando à distância. Como sempre, o que acontece, acontece sempre lá longe e neste prometido “ jardim da Europa” ao ritmo do nosso ser mais íntimo e genuíno, continuamos projectos e vidas. Mas o que assusta, é que temos ouvido muito sobre o estado do nosso planeta, sobre o futuro incerto dos nossos filhos... Lembro-me de uma data apontada num artigo do Público, há uns anos atrás, data que quis deliberadamente esquecer...(Será 2050?) e artigo que me deu insónias durante uns tempos. Pois, atingira-me na alma e o sono esvaía-se nas contas de subtrair e num futuro comprometido. Mas, felizmente, a comunidade europeia tem, ou melhor, tinha um plano, claro, todas as comunidades têm sempre um plano, assim como todas as associações, partidos etc. Quando as pessoas se juntam, no geral, elaboram uma espécie de roteiro. Pode não ser o melhor, mas sempre é melhor que não ter nenhuma linha orientadora. Isto aplica-se à nossa vida no geral. Sei que é sempre muito estranho para o cidadão pensar naquilo em que pode ser útil, naquilo em que pode contribuir, porque as respostas que tenho tido até agora, aqui em Portugal, são sempre as mesmas, enquanto noutros países a preocupação pode ser aquela de uns quantos cidadãos que se vão empenhar de forma consistente, aqui a postura é sempre a mesma derrota alimentada por “fatalismo fatal” das queixas ainda por fazer, ainda por vir. Logo, ouço sempre as fatídicas palavras: “Que façam os outros, eles é que têm poder e obrigação”. Poder e obrigação, umas das palavras mais asquerosas que entranhou a vida dos portugueses. Pelo que parece o plano da Europa para diminuir as emissões de gases de efeito de estufa, aumentar o uso de energias alternativas e reduzir o consumo de energia, está comprometido pela crise económica, pela subida da tensão entre o Ocidente e a Rússia e provavelmente por variadíssimas outras razões que ainda desconhecemos. Mas é precisamente por esse caminho ecológico que devemos nos empenhar em forçar os nossos governos. Porque, o Ambiente não é algo longínquo e separado do ser humano. O ambiente...somos Nós e é isso que deve ser a prioridade de todos os governos, já que muitos especialistas concordam com a derrota de um sistema!

 

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