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ARESTAS

ARESTAS

Questionar

 

No dia 19 de fevereiro, visionámos «Death in Gaza» de James Miller. Trata-se e uma reportagem, posto que todas questões colocadas seguem um guião e uma ordem semântica, vinculada aos vocábulos mais utilizados pela imprensa, quando se trata do médio oriente, e, de forma mais específica, do olhar do mundo ocidental sobre o mundo muçulmano.
O documento videográfico acaba por não ir ao encontro do guião, dado o desfecho da reportagem: a morte de James Miller. Assim, todas as questões deveriam de ser, novamente, colocadas.
Em vez de procurar na resistência palestina as falhas éticas, seria importante desvendar a violência cometida de forma arbitrária e sistemática pelo lado israelita.
Em vez de deixar entender que os actos violentos são obra de mercenários, de beduínos árabes, procurar aprofundar a justeza desta afirmação e fundamentá-la.
Em vez de utilizar o termo «mártir» com a conotação negativa, depreciativa e assustadora que nos foi inculcada pelos media, revisitar o vocábulo no seio da comunidade que o emprega.
Em vez de nos mostrar uma ideia limitada a aspectos nacionalistas do ensino nas escolas palestinas, verificar a eminência do desaparecimento de uma cultura e de um povo ancestral, cuja identidade e nacionalidade requer tanto cuidado como qualquer outra.
 

Publicada por GAP

Divulgação: Protesto à Geração Rasca dia 12 de março

 

 

Protesto da Geração À Rasca

12 de Março às 15 horas

Avenida da Liberdade – Lisboa e Praça da Batalha - Porto

 

«Este é um protesto apartidário, laico e pacífico, que pretende reforçar a democracia participativa no país, e em consonância com o espírito do Artigo 23º da Carta Universal dos Direitos Humanos:

1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.

2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.

3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.

(…)»

Para mais informações ver: http://www.facebook.com/event.php?eid=180447445325625

http://geracaoenrascada.wordpress.com/

Bil’in, um exemplo para novos caminhos de resistências!


[Fonte da Imagem: http://www.protection-palestine.org/spip.php?article1968 ]


No domingo passado, dia 14 de Fevereiro, visionámos «Bil'in My Love» no Gato Vadio. Trata-se de um documentário de 2003, do activista de Anarchists Against the Wall,  Shai Carmeli Pollak.
Entretanto a luta continua em Bil’in, as manifestações decorrem todas as sextas-feiras, mesmo impedidas, mesmo reprimidas, fortificando a paciência dos habitantes de Bil’in. A resistência não se esgota! Vejam no site de bilin-village.
Queria apenas salientar um aspecto entre os vários que me tocaram neste documentário. Um ponto que me parece importante para o futuro efectivo e construtivo de todas as lutas por direitos humanos, por mais igualdade, por uma repartição justa das riquezas, enfim para todas as resistências que, nestes momentos de dificuldades, os Povos enfrentam:  trata-se da força e da paz que a criatividade traz para o campo da luta. A criatividade que permite, como no caso de Bil’in,  aguentar, persistir e insistir. A criatividade pode fazer com que a resistência nunca se esgote!


Publicada por GAP

 

«Inteligência pura em comunicação com Outras Inteligências?» – Breve pista para outra abordagem à causa palestina.

«Essayer, un moment, de vous intéresser à tout ce qui se dit et à tout ce qui se fait, agissez, en imagination, avec ceux qui sentent, donnez enfin votre sympathie son plus large épanouissement : comme sous le coup de baguette magique vous verrez les objets les plus légers prendre du poids, et une coloration sévère passer sur toutes choses. Détachez-vous maintenant, assister à la vie en spectateur indifférent : bien des drames tourneront à la comédie. (…) Le comique exige donc enfin, pour produire tout son effet, quelque chose comme une anesthésie momentanée du cœur. Il s’adresse à l’intelligence pure.» Bergson (1985 : 4) Le rire. Paris : PUF.



No passado sábado 5 de Fevereiro iniciou-se o segundo ciclo de cinema-debate promovido pelo GAP no Gato Vadio. Este ciclo começou com um filme que pertence ao género da ficção, mais precisamente, segundo a crítica, trata-se de uma «tragicomédia burlesca». O filme, Intervenção Divina é constituído por uma série de pequenos quadros que se completam pouco a pouco. Trata-se de uma «história de amor e de dor» composta por fragmentos e repetições do quotidiano de que se destaca a absurdidade kafkiana da situação vivida na Palestina, mais precisamente, neste caso, na Cisjordânia, entre Jerusalém e Ramallah.

Intervenção Divina data de 2002 e ganhou o Prémio do Júri no Festival de Cannes nesse mesmo ano. Na nossa opinião a questão do género merece uma atenção particular tendo em conta três aspectos: 1- a percepção dos espectadores que procuraram no filme o retrato fiel e documental da realidade palestina; 2- considerando as palavras pertinentes e reveladoras de Jean-Luc Godard, no seu filme intitulado «Notre Musique»(2003), acerca do facto da «Palestina juntar-se ao documentário e Israel à ficção» e, por último; 3- porque a Academy of Motion Picture Arts and Sciences colocou certos entraves à candidatura deste filme de Élia Suleimane ao Óscar:
"The academy does not accept films from countries that are not recognized by the United Nations, Pavlik said, adding it also had to be nominated by a committee of recognized filmmakers from Palestine. Pavlik said in both cases "Divine Intervention" might have failed the test. Palestine does not have membership in the United Nations but is recognized as an "entity" that has "observer status" in the international body." ("Oscar escapes Mideast dispute," Toronto Star, 9 December 2002)
Entre realidade e ficção, quando as inteligências se recusam à comunicação, a pertença terrestre e a identidade humana da Palestina e do seu Povo encontram-se seriamente em risco.

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