Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

ARESTAS

ARESTAS

Plano Estratégico Nacional do Turismo

 

Estive a ler a nova versão corrigida do Plano Estratégico Nacional do Turismo[1] e eis o que vem mencionado numa das partes finais do documento:

A criação do pólo turístico do Oeste surge em consequência do forte investimento turístico privado de que a região tem sido alvo, apoiando também a diversificação da oferta turística de Portugal

O pólo turístico do Oeste, circunscrito pela NUT III Oeste, compreende toda a zona de costa entre S. Pedro de Moel e a Praia de Santa Cruz, assim como as cidades piscatórias da Nazaré e Peniche,a vila de Óbidos, Alcobaça e Caldas da Rainha, com importantes atractivos que conjugam património e natureza.O Oeste deverá tornar-se a prazo num interessante destino de Resorts Integrados e Turismo Residencial da Europa, dotado de uma oferta hoteleira e de serviços de qualidade assentes no potencial da região, mas sem massificação.

Deverão ser estabelecidas prioridades em relação ao desenvolvimento de três produtos turísticos: Resorts Integrados e Turismo Residencial, Golfe e Touring. Os mercados-alvo do polo devem corresponder aos principais mercados emissores para Portugal (Espanha, Reino Unido, Alemanha e França) acrescidos da Suécia como forte emissor de turistas de golfe. Uma vez que o pólo se encontra bem fornecido de acessibilidades, tanto aéreas como rodoviárias, o principal aspecto a assegurar é a qualidade da sinalização. Em termos de oferta, deverá melhorar-se o serviço ao turista e o desenvolvimento de rotas turísticas. [2]

 

No PENT de 2006, os 10 produtos turísticos[3], selecionados pelo plano estratégico, podiam perfeitamente desenvolver-se na região do Oeste e podiam dar lugar a uma série de possibilidades em que pensei longamente e para as quais construi castelos iluminados.  Coisas simples, mas impossíveis de concretizar dada a situação, pois não fazemos coisas sozinhos e para fazer coisas destas é necessário o empenho determinado e cosntrutivo dos nossos dirigentes, o que tem vindo a ser feito noutros sítios.  Agora para a região do Oeste, foram definidos 3 produtos turísticos prioritários, que requerem um investimento e modificações/ construções importantes,  os acima mencionados “Resorts Integrados e Turismo Residencial, Golfe e Touring”. Estes parecem afastar-nos bastante daquilo que poderia ter sido. Daquilo que, de certa forma, já temos neste Concelho, algo que as Caldas da Rainha possui e que está adormecido, velado ou ocultado. Contudo, parece-me que não há tempo a perder e pergunto-me frequentemente: Para quando uma rota arqueológica partindo das pegadas das Serras de Aire e Candeeiros até à nossa costa? Para quando um roteiro Afonsino que possa enquadrar-se num turismo cultural? Que possa tecer laços com a nossa cultura? Para quando um termalismo que possa ser NOSSO e ao mesmo tempo acolher o turista, com as nossas águas, as nossas histórias, o nosso património natural? Porquê tantas barreiras? Para quando uma agenda cultural que possa ser divulgada internacionalmente dando a conhecer a cerâmica? O seu passado? As suas histórias? O seu envolvimento na Arte Nova? O seu processo de industrialização? Os seus laços com o resto da Europa? Para quando um roteiro literário daqueles que “habitaram” aqui? Para quando um roteiro gastronómico em que o sabor das coisas predomina, à semelhança das universidades populares do sabor que unem epicuristas? Para quando a promoção de uma agricultura saudável alimentada pela história e o pitoresco de uma praça? Para quando percursos de comboio realçando o valor das nossas estações atapetadas de paineis de azulejos semelhantes a resumos históricos das cidades?Para quando o olhar possitivo de fazer com aquilo que já temos de valorizarmos aquilo que já temos e de gostarmos daquilo que já temos?

Ana da Palma, Gazeta das Caldas 10/11/07



[1] Versão que inclui as decisões do Governo Português tomadas na Resolução de Conselho de Ministros nº 61/2007, de 13-02-2007.

 

[2] PENT versão revista, Turismo de Portugal, ip Lisboa, 2007, p. 87. disponível: www.turismodeportugal.pt

 

[3] Os 10 produtos eram os seguintes: gastronomia e vinho; touring cultural e paisagístico; saúde e bem estar; turismo de natureza; MICE; turismo residencial; City/short break; Golfe; turismo náutico; sol &mar.

3 comentários

Comentar post

Links

ALTER

AMICI

ARGIA

BIBLIOTECAS

EDUCAÇÂO

ITEM SPECTO

VÁRIOS

Sapatos, Figas e Pedras

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2004
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D