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ARESTAS

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Ségolène...

Pela primeira vez uma mulher francesa se candidata às eleições e chega à secunda volta!
Se reparamos bem tudo conta, a postura, as palavras e sinto essa preocupação por parte desta mulher frágil e forte, esta mulher audaciosa e serena, esta mulher inteligente e sedutora, esta mulher vestida de branco que nos falou ontem desde o palco onde se podiam ler as seguintes palavras:
LA FRANCE PRESIDENTE
DESIR D’AVENIR
 
A presença desta mulher, em posição de destaque, na paisagem política francesa significa a primeira oportunidade mesmo válida para os franceses, a França e a Europa. Não quero abafar a minha admiração pela mulher e pelo discurso sóbrio, mas mais válido que qualquer outro e desejo tanto que seja mesmo eleita. Tanto!
No seu discurso, após os resultados de ontem, que vi em casa de uma amiga que gentilmente participou da minha euforia diante da sua televisão e que desejo agradecer do fundo de mim, foi a única a falar acerca de coisas palpáveis.
Nicolas Sarkozy não disse nada.
François Bayrou não disse nada.
Ambos tiveram a mesma energia masturbadora de sempre, ambos tiveram o discurso oco de sempre. Aquele discurso de todos os políticos. Aqueles que falam com entranhas postiças, que empregam palavras gastas, tão gastas que até ferem! A mim ferem-me! Ora as entranhas são por natureza hesitantes, vacilantes, procuram as palavras certas e NUNCA obedecem a padrões que servem de escada!
Isto terá de ser percebido pelos cidad@s! Todos! Com tempo, sim, é certo! Com tempo mas acredito que será percebido!
Ela soube dizer aquilo que importava! Fico tão feliz por isso! Tão feliz mesmo! Como sabem é difícil empregar as verdadeiras palavras e dizer aquilo que realmente é possível com as palavras certas.
Ségolène Royal tocou-me aqui.
Aqui no peito.
Sinto que com ela as coisas da política nunca mais serão as mesmas. Sinto que com ela começa o verdadeiro discurso político. Aquele que aposta no diálogo, aquele que aposta num autêntico programa social com bases no diálogo e na procura das soluções certas, ou mais acertadas, porque como todos sabem neste campo, como no campo da educação nunca se sabe exactamente que o que fazemos e as decisões que tomamos estão certas! Esta é a realidade!
Ela soube sorrir abertamente no momento adequado. Ela soube apresentar um rosto sério no momento acertado, ela soube exactamente o que dizer e quando dizê-lo. Ela tocou nos pontos essências que se encontram interligados, tais como tudo o que diz respeito ao futuro (constituição europeia, ambiente, direitos, trabalho e harmonia no seio da diversidade da comunidade francesa, a única coisa que permanece no programa dos partidos socialistas em geral e com a qual tenho algumas dificuldades em concordar plenamente - se bem que foi apenas a minha interpretação das palavras ligadas a um passado – é o que concerne a assistência sistemática e indiscriminada que reveste aspectos lamentáveis de uma assistência pouco produtiva com contornos paternalistas, mas acredito que com Ségolène Royal podem ser modificados e repensados, simplesmente, porque é uma mulher corajosa e inteligente.
Esta mulher que é mulher e que por isso mesmo tem um discurso claro, toca com alianças de palavras autênticas e novas, sabe dizer verdadeiramente o que importa. Ségolène Royal tem aquele discurso que SIGNIFICA. Não fala na 1ª pessoa, como vimos/ouvimos, tanto JE por parte de Sarkozy e de Bayrou. Mesmo se o JE/EU acaba por reflectir aquele discurso antigo de poder afirmativo e segurança tão comentado por parte da imprensa e que foi inculcado n@s cidad@s de forma quase violenta, Ségolène soube utilizar ambos pronomes de forma adequada e correcta. É verdade que uma candidatura a uma presidência implica necessariamente a pessoa, o EU, contudo, bem sabemos que não se resume apenas a uma questão de EGO, dado que o EU que se apresenta é o espelho de um NÓS e este tem que estar presente necessariamente! Foram tantos estes discursos, foram tantos estes homens com um JE, um EU/I/YO, um ego predominante que acaba por validar a suas determinações junto dos crédulos cidad@s . Ségolène emprega o EU de outra maneira aliando-o ao NÒS este NÓS tão fundamental em qualquer discurso construtivo, posto que um presidente representa um NÓS! Agora, só espero que os franceses percebam a jóia que está nas suas mãos!
Pela França e pela Europa gostava sinceramente que Ségolène Royal fosse eleita Presidente!

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