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ARESTAS

ARESTAS

DE IMMUNDO de Jean Clair(1)

(David Nebrada, auto-retrato) 


O autor parte da arte contemporânea, com base nas imagens/auto-retratos de David Nebrada , para questionar a estética. Procura uma resposta para fundamentar a sua interrogação, logo parte dos clássicos e do conceito de horror presente em Platão.

Como já tínhamos lido em Régis Debray , o conceito de Beleza está associado ao terror - este é exemplificado com o escudo de Aquiles e o terror dos Mirmidões , mas há que acrescentar terror da representação da vida, agora o belo surge associado ao desejo do homem, principalmente ao seu desejo de ver o horror. Trata-se portanto de uma procura de um novo paradigma da estética, da beleza.

Quanto às imagens de David Nebreda , que podem ser vistas aqui tenho que salientar o caso particular que constitui, a meu ver, este artista, a doença, a autodestruição , a procura de fecalidade que descobri com Artaud , e os laços com este autor que re-encontro em Nebreda . A mesma ideia de que a criação resulta de uma terapia (na verdade esta ideia sempre me incomodou bastante) O escândalo e o escandaloso sempre associado à arte, como condição que provoca alheamento em todas as artes, o que torna uma obra, obra de arte. Mesmo assim, pergunto-me se, retomando a ideia de que o artista traz o seu corpo, sendo o corpo, neste caso concreto a realidade do sofrimento do corpo como espelho do sofrimento do Mundo, por oposição ao corpo metafórico, que no fundo acaba sempre por ser o Corpo, no sentido de órgãos vitais e as marcas que o sofrimento deixa, Nebrada vem precisamente ao encontro desta ideia. (para continuar...)

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