Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

ARESTAS

ARESTAS

Bolos, bolachas e outras doçarias

Hoje, os títulos que aparecem na página de entrada da página do sapo.pt são sugestivos...inspiram! Este em partciular!

 

"Governo respeita mais quem está a trabalhar" um artigo de Denise Fernandes, datado de 27/06/13 13:09


Mas será que quem está a trabalhar respeita (no sentido de ter respeito por) o governo? Esta coisa é recíproca? Procura impor reciprocidade? Bom, a mim, parece-me que se algumas pessoas estão a trabalhar será com certeza por outras razões! Precariedade oblige!


Um facto: a precariedade laboral, ou aquele novo palavrão que passou rapidamente despercebido: flexissegurança, implementada a larga escala pode vir a acabar com o sindicalismo... Cuidado com possíveis subtís reformulações do artigo 55º da mesma Constituição!


O mesmo artigo refere «O ministro da Presidência do Conselho de Ministros garantiu hoje que "o país não está parado". Marques Guedes lembrou que a greve é um direito previsto na Constituição, tal como o é o direito a trabalhar.»

Hum... De facto, a greve é um direito previsto na constituição, mas não é o direito a trabalhar posto nestes termos que é um direito! Trata-se de «o direito ao trabalho» o que é muito diferente de «o direito a trabalhar»! O direito ao trabalho implica o direito a ter trabalho! Eis os pormenores do artigo 58º:

 

Artigo 58.º
Direito ao trabalho

 

 
1. Todos têm direito ao trabalho.

 

2. Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover:

 

a) A execução de políticas de pleno emprego;
b) A igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho e condições para que não seja vedado ou limitado, em função do sexo, o acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias profissionais;
c) A formação cultural e técnica e a valorização profissional dos trabalhadores.


E não só! A constituição também diz que há direito a férias pagas! Vejam o tão esquecido artigo 59º . Na verdade para o precário (que muitos por eufemismo português ostentatório, preferem nomear de empresário!) é claro que nada disto acontece!


Enfim, o artigo no seu todo, dá-me gargalhadas amarelas!


Tradução: Ventos de insurreição na Turquia por Alain Gresh

Ventos de insurreição na Turquia

Publicado: Quarta-feira 5 de Junho de 2013 por Alain Gresh

Fonte: http://blog.mondediplo.net/2013-06-05-Vent-de-fronde-en-Turquie  

 

«É bastante tentador de ver nas manifestações na Turquia um islamismo governamental a ser contestado por um movimento laico-republicano, ao contrário da praça Tahir no Cairo, onde um poder laico-republicano combatia a revolta de uma nebulosa islamita...»

Foi assim que Levent Yilmaz, professor de história na universidade de Bilgi de Istambul, foi questionado por Mediapart a 4 de junho de 2013[1], ao que ele respondeu:

«A concentração que aconteceu na noite de sábado (1º de Junho) desafia este tipo de tipologia. Até se chegou a ver adeptos de clubes de futebol inimigos apoiarem-se, respondendo ao apelo poderoso e unânime das redes sociais: uma mistura impressionante de pessoas, sem as características, as particularidades e exclusividades dos movimentos partidários.

De facto, a oposição institucional renuncia a tentar recuperar este movimento e o seu milhão de Turcos contestatários, tratando-se portanto de um movimento popular espontâneo, sem ideologia preconcebida, nas mãos de indivíduos responsáveis que até limparam a praça e o jardim depois das cargas policiais.»

Passemos adiante sobre a pergunta do jornalista…e a definição da luta no Egipto como sendo a oposição de uma nebulosa islamita ao poder laico-republicano (até parece um sonho), mas a resposta de Yilmaz opõe-se às simplificações correntes sobre a Turquia, mas também sobre o mundo árabe (Tunísia, Egipto) e que reduzem a vida política ao enfrentamento de dois blocos.

Para uma boa abordagem ao que se escreve sobre a Turquia, podemos consultar o site de Alain Bertho, « Anthropologie du présent [2]», que segue os acontecimentos no dia-a-dia.  

E também o blogue de Etienne Copeaux, « Un pas de côté dans les études turques [3]».

Sim, o Partido da justiça e do desenvolvimento (AKP) vem de um movimento islamita próximo dos Irmãos Muçulmanos. Mas é importante fazer um balanço objectivo do que realizou desde que entrou em cena em 2002 e que se traduziu por duas novas vitórias nas eleições legislativas em 2007 e em 2011 (este último ano com cerca de 50% dos sufrágios)

O mais importante avanço, realizado por este partido, foi o afastamento do exército, que regressou aos seus quartéis (sobre este confronto, ler «Qui gouverne la Turquie ?[4]»). Até então, esta instituição era todo-poderosa e tinha um peso político desmedido, regularmente denunciado pela União europeia. Porque é certo que não pode haver progressos democráticos quando o estado-maior decide os assuntos essenciais. Um dos problemas da oposição, dita de esquerda (o Partido republicano do povo, CHP) é que é capaz de escolher entre a sua fidelidade ao exército e à democracia. Este partido é atravessado por numerosas correntes e foi incapaz de apresentar uma solução alternativa ao AKP (obteve cerca de 26% dos sufrágios em 2011)

Num site apaixonante consagrado ao futebol e ao seu lugar no Medio Oriente, « The Turbulent World of Middle East Soccer[5]» (com um lugar de destaque dado aos ultras, os adeptos dos clubes de que conhecemos o papel sobretudo no Egipto), James Dorsey aponta o seguinte a 2 de Junho :

«Contrariamente às manifestações de massa que derrubaram os dirigentes nos países da África do Norte, os protestos na Turquia visam um dirigente democraticamente eleito que ganhou três eleições com uma maioria respeitável, que presidiu a um período de crescimento económico importante e recolocou o seu país enquanto potência regional com ambições mundiais. Aconteceram igualmente num país que, contrariamente aos países árabes, e apesar de todos os seus defeitos, é democrático e tem uma população civil activa e fortemente desenvolvida.»

Haveria que acrescentar também que foi este governo que teve a coragem de abrir negociações com os «terroristas» do Partido dos trabalhadores do Curdistão (PKK).

Então o que se passou ? Por que razão uma manifestação ecológica no centro de Istambul se transformou em insurreição?

Houve pelo menos, de forma indirecta, dois factores que provocaram um certo descontentamento : o afrouxamento económico (note-se que apesar de uma sensível diminuição nos anos 2000 [6](PDF), as desigualdades continuam importantes na Turquia); e uma crescente hostilidade ao activismo de Ancara na Síria. 

Mas a principal responsabilidade pela revolta cabe àquele que fez o êxito do AKP, Recep Tayyip Erdogan, o primeiro-ministro. Entusiasmado pelas suas realizações, procura consolidar a todo custo o seu poder, mandar redigir uma constituição presidencial que lhe permitirá aspirar ao cargo de chefe do Estado, desdenha os seus adversários e multiplica as iniciativas trapalhonas.

Mas com certeza, o mais grave é a deriva autoritária que levou à detenção de dezenas de jornalistas e centenas de oponentes, nomeadamente curdos. A brutalidade da repressão contra os manifestantes de Taksim uniu uma vasta frente muito heteróclita que, certamente, não se limita os «laicos», contra ele. Como o relembra James Dorsay, pela primeira vez, desde há 30 anos, os adeptos dos três grandes clubes de futebol de Istambul, apesar de serem rivais, uniram-se aos manifestantes, cuja diversidade política e sociológica é notável, como o referem Didem Collinsworth e Hugh Pope, « The Politics of an Unexpected Movement[7] » (4 de Junho):

«Ainda mais singular é a presença de grupos rivais agindo lado a lado, inclusive os que representam a comunidade Alevi (cerca de 10% da população da Turquia), ultranacionalistas, conservadores de direita, alguns Islamitas e os curdos da Turquia – alguns erguendo a bandeira do PKK. Alguns grupos mais marginais também se juntaram aos protestos, inclusive esquerdistas e marxistas assim como anarquistas erguendo bandeiras pretas.»

As interpretações que querem ver nestas acções um movimento contra a re-islamização da sociedade não correspondem à realidade. Levent Yilmaz salienta que: «estamos perante um governo conservador muçulmano que no entanto não exerceu pressão confessional. Erdogan ostenta um perfil autoritário. Parece estar em vias de «putinização». Mete o nariz em tudo e suscita medo. Esta atmosfera de medo, sufocante, ganhou sectores que pareciam estar intelectualmente armados para resistirem: os media, a universidade...

Mas as interpretações, em França ou alhures, levam por vezes a sobre-interpretar alguns sinais de autoritarismo por sinais religiosos. O exemplo das recentes disposições limitando a venda de álcool é sintomático. O assunto parece-me menos repressivo que muitas disposições de além atlântico, por exemplo, onde a venda é frequentemente proibida aos menores de 21 anos. Na Turquia, fundamentando-se numa legislação já existente, o poder quer travar a venda após as 22 horas ou nas cercanias das escolas. Vejo nisso, mais uma marca do conservadorismo do que do islamismo.»

E preciso realçar também a força do poder sobre os grandes meios de televisão audiovisuais que desempenharam também um papel no furor dos manifestantes (ler « Dans la rue, la colère monte contre “CNN-Pingouins” et les médias turcs acquis au pouvoir [8]», LeMonde.fr, 4 de Junho).

O que é que vai acontecer agora que o primeiro-ministro está na África do Norte, que o sindicato da função pública convocou uma greve de 48 horas (com fraca adesão) e que a confederação sindical dos trabalhadores revolucionários (DISK), que reivindica 420 000 membros, convoca uma greve para quarta-feira 5 de Junho ?

Na ausência de Erdogan, segundo a AFP, o vice-primeiro-ministro Bülent Arinç reconheceu as reivindicações «legítimas» dos ecologistas na origem da revolta. Também apresentou as suas «desculpas» ao grande número de civis feridos e lamentou o uso abusivo dos gases lacrimogéneos pela polícia «que fez descambar as coisas».

Existem divisões no seio do AKP ? Sem dúvidas, e as palavras do presidente Gul foram tão apaziguadoras, tal como as do vice-primeiro-ministro. Mas seria prematuro riscar o Erdogan, que ainda conta com grandes apoios, inclusive de uma parte notável da população.

Sobre o movimento de Fethullah Gülen , ler Wendy Kristianasen, « Ces visages multiples de l’islamisme[9] », Le Monde diplomatique, Julho de 1997.

Outro factor importante levantado por Dorsey : «O rival islamita do Sr. Erdogan, Fethullah Gülen, um poderoso religioso auto-exilado, radicado na Pensilvânia, exercendo uma influência sobre a polícia, pode ter visto nos protestos uma ocasião para enfraquecer o primeiro-ministro. O colega de partido do Sr. Erdogan, o presidente Abdullah Gul, é considerado como sendo próximo do Sr. Gülen. Numa alusão velada ao Sr Erdogan, o Sr. Gülen pregou recentemente contra o orgulho. Por outro lado, relatórios circulando por Istambul dizem que o exército, que partilha das suspeitas dos laicos relativamente ao governo, recusou os pedidos de ajuda vindos da polícia e um hospital militar até teria distribuído máscaras de gás aos manifestantes.»

 



Tradução: Os Últimos dos Semitas por Joseph Massad

Os Últimos dos Semitas

Os oponentes judeus ao sionismo perceberam que este movimento, desde o início, partilhava preceitos com o anti-semitismo, no que concerne o seu diagnóstico daquilo que os europeus não Judeus (os Gentios) chamavam a «questão judia». Contudo, o que ulcerou ainda mais os Judeus anti-sionistas foi que o sionismo retomou por sua conta a «solução» para a questão judia, aquela que os anti-semitas sempre tinham preconizado, ou seja a expulsão dos Judeus da Europa.
Foi a Reforma protestante, com a retomada da bíblia hebraica, que estabeleceu a ligação entre os Judeus modernos da Europa e os antigos Hebreus da Palestina, uma ligação que os filólogos do século XVIII consolidaram pela sua descoberta da família de línguas chamadas «semitas» entre as quais se encontram o hebraico e o árabe.
Enquanto os Protestantes milenaristas sustentavam que os Judeus contemporâneos, enquanto descendentes dos antigos Hebreus, deviam sair da Europa com rumo à Palestina, de forma a acelerar a segunda vinda de Cristo, as descobertas filológicas conduziram à rotulagem dos Judeus contemporâneos enquanto «semitas». Não foi portanto um passo de gigante que, no século XIX, as ciências biológicas da raça e da hereditariedade fizeram ao considerarem os Judeus europeus contemporâneos como os descendentes raciais dos antigos hebreus.


Com base nas conexões feitas pelos protestantes milenaristas anti-judeus, personalidades europeias laicas verificaram a vantagem política de que beneficiariam do «restabelecimento» dos Judeus na Palestina no século XIX. Menos interessados pela aceleração da segunda vinda do Cristo, tal como queriam os milenaristas, estes homens políticos laicos, desde Napoleão Bonaparte ao ministro britânico dos negócios estrangeiros Lord Palmerston (1785-1865) até Ernest Laharanne, o secretário privado de Napoleão III nos anos 1860, procuraram expulsar os Judeus da Europa para a Palestina para fazer deles agentes do imperialismo europeu na Ásia.
O apelo deles foi apoiado por numerosos «anti-semitas», uma nova etiqueta escolhida pelos racistas europeus anti-judeus após a sua invenção em 1879 por um jornalista vienense menor de nome Wilhelm Marr, que publicou um programa político intitulado A vitória do Judaísmo sobre o Germanismo (http://www.kevinmacdonald.net/Marr-Text-English.pdf). Marr teve o cuidado de separar o anti-semitismo da história do ódio cristão dos judeus com base na religião, acentuando, directamente vindo da filologia semítica e das teorias raciais do século XIX, ou seja que a distinção a fazer entre os Judeus e os Arianos era estritamente racial.

Assimilar os Judeus à cultura europeia

O anti-semitismo científico afirmava que os Judeus eram diferentes dos Europeus cristãos. E claro que os Judeus não eram de todo europeus e que a sua presença no seio da Europa era a causa do anti-semitismo. A razão pela qual os Judeus causavam tantos problemas aos Cristãos europeus estava relacionado com o seu suposto desenraizamento, faltando-lhes um país, portanto faltava-lhes a lealdade nacional. Na idade romântica dos nacionalismos europeus, os anti-semitas argumentaram que os Judeus não se enquadravam nas novas configurações nacionais e que perturbavam a pureza nacional e racial essencial à grande parte dos nacionalismos europeus.
Por esta razão, os anti-semitas sustentavam que se os Judeus ficassem na Europa, apenas provocariam a hostilidade dos cristãos Europeus. A única solução para os Judeus era de sair da Europa e de ter o seu próprio país. Não precisamos de realçar o quanto os Judeus religiosos e laicos estavam opostos a esta terrificante forma de pensar anti-semita. Os Judeus ortodoxos e reformistas, os Judeus socialistas e comunistas, os Judeus de cultura cosmopolita estavam de acordo que se tratava de uma ideologia perigosa e hostil que procurava expulsar os Judeus das suas pátrias europeias.
A Haskalah judia, ou Luzes, que emergiu também no século XIX, é um movimento de pensamento que se traduz numa vontade de integração dos Judeus nas sociedades laicas europeias não judias fazendo-lhes abandonar a sua cultura judia. Foi a Haskalah que procurou quebrar a hegemonia dos rabinos judeus ortodoxos sobre os «Ostjuden» [Judeus do Leste] das pequenas vilas da Europa do Leste e abandonar o que percebiam ser uma cultura judia «medieval» a favor da cultura laica moderna dos Cristãos europeus. Um Judaísmo reformado, como uma variante cristã – e de tipo protestante – do Judaísmo, emergiu no seio da Haskalah . No entanto, este programa assimilacionista procurou integrar os Judeus na modernidade europeia, não expulsa-los para fora da geografia da Europa.
Há um século e meio, quando o sionismo começou, após a publicação do programa anti-semita de Marr, ele aderiu a todas estas ideias anti-judias, inclusive o anti-semitismo científico considerado como sendo válido. Para o sionismo, os Judeus eram «semitas», cujos antepassados eram os antigos Hebreus. Na sua brochura fundadora, Der Judenstaat [O Estado dos Judeus], Herzl explicava que eram os Judeus, e não os seus inimigos cristãos, que eram a «causa» do anti-semitismo e que «onde não existe, [o anti-semitismo] é trazido pelos Judeus durante as suas migrações», dado que «os desgraçados Judeus levam as sementes do anti-semitismo para Inglaterra; já as introduziram na América»; que os Judeus eram uma «nação» que deveria deixar a Europa para restaurar o seu «estatuto de nação» na Palestina ou na Argentina; que os Judeus deveriam imitar os Cristãos europeus de um ponto de vista cultural e abandonar as suas línguas e tradições vivas a favor das línguas europeias modernas ou uma língua nacional antiga restaurada.
Herzl preferia que todos os Judeus adoptassem o alemão, enquanto os sionistas da Europa do Leste preferiam o hebreu. Depois de Herzl, os sionistas até aceitaram e afirmaram que os Judeus eram racialmente separados dos Arianos. Quanto ao Yiddish, a língua viva de grande parte dos Judeus europeus, os sionistas achavam que devia ser abandonada.
A maioria dos Judeus continuou a resistir ao sionismo e percebeu que os seus preceitos, tal como os do anti-semitismo e como a demanda da Haskalah de abandonar a cultura judia e de assimilar os Judeus na cultura europeia laica não judia, excepto que o sionismo procurava perseguir este último objectivo não no interior da Europa, mas numa região geográfica longínqua que resultasse da expulsão dos Judeus da Europa. O Bund, a União geral dos trabalhadores judeus da Lituânia, da Polónia e da Rússia, que foi criado em Vílnius a 7 de Outubro de 1897, algumas semanas após o primeiro Congresso sionista em Basileia no final de Agosto 1897, tornou-se o mais feroz inimigo do sionismo. O Bund juntou-se à coligação judia anti-sionista existente, composta por rabinos ortodoxos e reformistas que alguns meses antes uniram os seus esforços para impedir Herzl de convocar o primeiro congresso sionista em Munique, o que o forçou a fazê-lo em Basileia. O anti-sionismo judeu, na Europa e nos Estados Unidos, tinha o apoio da maioria dos Judeus que continuavam de ver o sionismo como um movimento anti-judeu até aos anos 1940.

Uma corrente anti-semita de pro-sionistas entusiastas

Ao perceber que o seu plano para o futuro dos Judeus europeus encontrava-se alinhado com o dos anti-semitas, Herzl elaborou muito rapidamente uma estratégia de aliança com eles. Declarou no Estado dos Judeus que: «Os governos de todos os países atingidos pelo anti-semitismo estarão interessados em nos ajudar a obter a soberania que desejamos.»
Acrescentou que «não só os Judeus pobres» contribuiriam para um fundo para a imigração dos Judeus europeus, «mas também os Cristãos que se querem ver livres deles». Herzl não teve complexos em confiar no seu Jornal que : «Os anti-semitas tornar-se-ão os nossos mais fiáveis amigos, os países anti-semitas os nossos aliados.»
 
Assim, em 1903, quando Herzl começou a encontrar-se com notáveis anti-semitas, tal como o ministro russo do Interior, Vyacheslav von Plehve, que supervisionou os pogromes anti-judeus na Rússia, foi uma aliança que procurou com um objectivo. Quer seja o anti-semita Lord Balfour, que enquanto Primeiro ministro da Grã-Bretanha em 1905, supervisionou a Lei sobre os Estrangeiros do seu governo, que impedia os Judeus da Europa do Leste fugindo os pogromes russos de entrar na Grã-Bretanha para, como o declarou, salvar o país dos «incontestáveis males» de «uma imigração que era essencialmente judia» não foi uma coincidência.
A infame declaração Balfour de 1917, criando na Palestina um «lar nacional» para «o povo judeu» foi concebida, entre outras coisas, para reduzir o apoio judeu à Revolução russa e para reprimir o fluxo de emigrantes judeus indesejáveis na Grã-Bretanha.
Os Nazis não foram excepção nesta corrente anti-semita de pró-sionistas entusiastas. Com efeito, muito cedo na sua história, os sionistas estabeleceram um acordo com os nazis. Foi em 1933 que o infame Acordo de Transferência (Ha’avara) foi assinado entre os sionistas e o governo nazi para facilitar a transferência dos Judeus alemães e dos seus haveres para a Palestina e que este quebrou o boicote judeu internacional à Alemanha nazi iniciado pelos judeus americanos.
Foi neste espírito que emissários nazis foram enviados para a Palestina para produzirem relatórios acerca dos êxitos da colonização judia no país. Adolf Eichmann regressou da sua viagem à Palestina em 1937, com relatos fantásticos sobre os feitos de um kibutz asquenazim com a separação racial, um dos que visitou no monte Carmel enquanto convidado dos sionistas.   
Apesar da esmagadora oposição da maioria dos Judeus alemães, a Federação sionista da Alemanha foi a única organização judia a apoiar as leis de Nuremberga de 1935, dado que partilhavam da opinião dos nazis de que os Judeus e os Arianos eram raças distintas e deviam ser separadas. Não se tratava de um apoio táctico, mas da ilustração de uma proximidade ideológica. A solução final dos nazis significava nesse momento a expulsão dos Judeus alemães para Madagáscar. É este objectivo comum acerca da expulsão dos Judeus da Europa, enquanto raça distinta e não assimilável, que criou uma afinidade durável entre os nazis e os sionistas.
Enquanto a maioria dos Judeus continuava a resistir à natureza anti-semita do sionismo e às suas alianças com os anti-semitas, o genocídio nazi não só massacrou 90% dos Judeus da Europa, mas também matou a maioria judia inimiga do sionismo que morreram precisamente por se recusarem a responder ao apelo sionista de abandonar o seu país e as suas casas.
Depois da guerra, o horror do massacre das comunidades judias da Europa (o Holocausto) não impediu os países europeus de continuar a apoiar o programa anti-semita do sionismo. Pelo contrário, esses países partilharam com os nazis uma predilecção pelo sionismo. Apenas condenavam o programa genocídio do nazismo. Os países europeus, com os Estados Unidos, recusaram-se em encarregar-se centenas de milhares de sobreviventes judeus. Estes países até votaram contra uma resolução apresentada nas Nações Unidas pelos Estados árabes em 1947 que lhes pedia de acolher os sobreviventes Judeus. Mas, estes mesmos países que rejeitaram a resolução serão os que irão apoiar o plano de partição das Nações Unidas de Novembro de 1947 para criar um Estado judeu na Palestina para o qual esses refugiados judeus indesejáveis poderiam ser expulsos.

As políticas pró-sionistas dos nazis

Os Estados Unidos e os países europeus, entre os quais a Alemanha, iriam perseguir a política pró-sionista dos nazis. Os governos de pós-guerra da Alemanha do oeste, que pretendiam abrir uma nova página nas suas relações com os Judeus, na realidade não o fizeram. Desde a criação do Estado israelita, após a Segunda Guerra mundial, cada governo da Alemanha do oeste (e cada governo alemão desde a reunificação de 1990) perseguiu sem descanso as políticas pró-sionistas dos nazis. Nunca houve uma ruptura com o pró-sionismo dos nazis. A única ruptura fora para com o ódio genocídio e racial dos Judeus que o nazismo consagrara, mas não com o desejo de ver os Judeus estabelecidos num país da Ásia, fora da Europa. Com efeito, os alemães sempre explicaram que grande parte do dinheiro que enviavam para Israel, servia para compensar os custos da reinstalação dos refugiados judeus europeus nesse país.

Após a Segunda Guerra mundial, um novo consenso apareceu nos Estados Unidos e na Europa, de que os Judeus deviam ser integrados a título póstumo como sendo europeus brancos e que o horror do massacre dos judeus era essencialmente um horror relativamente ao massacre de Europeus brancos.
Desde os anos 1960, os filmes de Hollywood sobre o Holocausto começaram a representar as vítimas judias do nazismo como sendo europeus brancos de classe média, pessoas instruídas e talentosas que lembravam os cristãos europeus e americanos contemporâneos e devendo servir para permitir maior identificação com eles. Podemos supor que se os filmes tivessem retratado Judeus pobres e religiosos, vindos da Europa oriental (e grande parte dos Judeus da Europa oriental, que foram massacrados pelos nazis, eram pobres e muitos eram religiosos) os cristãos brancos contemporâneos não teriam encontrado um ponto em comum com eles. Por conseguinte, o horror europeu e cristão após o genocídio dos Judeus da Europa não se fundamentava sobre o horror do massacre de milhões de pessoas diferentes dos cristãos europeus, mas no horror perante o massacre de milhões de pessoas semelhantes aos cristãos europeus.
Isto explica porquê, num país como os Estados Unidos, que nada teve a ver com o massacre dos Judeus da Europa, exista mais de 40 memoriais do Holocausto e um dos mais importantes museus para a memória dos Judeus assassinados na Europa, mas nem um único pelo holocausto dos Ameríndios ou dos afro-americanos de que os Estados Unidos são culpados.
Aimé Césaire percebeu perfeitamente do que se tratava. No seu célebre discurso sobre o colonialismo, ele afirmou que a percepção retrospectiva do nazismo pelos cristãos europeus era que:

É uma barbárie, mas uma barbárie suprema, o coroamento bárbaro que coroa todas as barbáries de todos os dias. É isso o nazismo, sim, mas antes de os [Europeus] serem as vitimas, foram em primeiro lugar os cúmplices, e toleraram o nazismo antes que este se vire contra eles. Absolveram-no, fecharam os olhos, legitimaram-no porque até esse momento apenas tocava os povos não europeus. Cultivaram este nazismo, são responsáveis e antes que engolisse a totalidade do ocidente, da civilização cristã nas suas águas vermelhas de sangue, ele ressudava-se, infiltrava-se e jorrava por todas as partes.

Quando Césaire explica que as guerras nazis e o Holocausto eram manifestações de um colonialismo europeu virado para dentro, tem razão. E desde a reabilitação das vítimas do nazismo enquanto brancos, a Europa e o seu cúmplice americano não pararam de praticar políticas dignas dos nazis com todos os horrores aplicados às populações não brancas pelo mundo fora: na Coreia, no Vietname e na Indochina, na Argélia, na indonésia, na América central e na América do sul, na África do sul, na Palestina, no Irão no Iraque e no Afeganistão.
A reabilitação dos Judeus da Europa após a Segunda Guerra mundial era um elemento essencial na propaganda dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Enquanto os sociólogos e ideólogos americanos desenvolviam a teoria do «totalitarismo», que estipulava que o comunismo soviético e o nazismo eram essencialmente o mesmo tipo de regime, os Judeus da Europa, enquanto vítimas de um regime totalitário, tornaram-se parte integrante da exposição das atrocidades que a América e a propaganda na Europa do Oeste apresentavam como as atrocidades que o regime soviético cometia nos períodos de pré e pós-guerra. Israel apenas apanhou o comboio em andamento, acusando os Soviéticos de anti-semitismo por não deixarem os cidadãos Judeus soviéticos saírem para se instalar em Israel.
Foi deste modo que o compromisso americano e europeu pela supremacia branca foi preservado, excepto que agora incluía os Judeus como fazendo parte da população «branca» e daquilo que se passou a chamar a civilização «judeo-cristã». As políticas europeias e americanas após a Segunda Guerra mundial – continuando a inspirar-se e a serem ditadas pelo racismo contra os Ameríndios, os Africanos, os Asiáticos, os Árabes e os muçulmanos, e apoiando o programa anti-semita do sionismo para que os judeus se assimilassem enquanto brancos num Estado colonial afastado da Europa – eram uma continuação directa das políticas anti-semitas da pré-guerra. Uma grande parte do veneno racista anti-semita podia agora reportar-se sobre os árabes e os muçulmanos (simultaneamente, os emigrantes e os cidadãos da Europa e dos Estados Unidos e os que vivem na Ásia e em África), enquanto o velho apoio anti-semita ao sionismo continuava sem entraves.
A aliança entre a Alemanha do oeste e o sionismo e Israel após a Segunda Guerra mundial – além de fornecer a Israel uma enorme ajuda económica nos anos 1950, assim como apoio económico e militar desde o início dos anos 1960, entre os quais tanques que servem para matar Palestinianos e outros Árabes – é uma continuação da aliança que o governo nazi tinha acordado com os sionistas nos anos 1930. Nos anos 1960, a Alemanha do oeste até forneceu uma formação militar aos soldados israelitas e, desde os anos 1970, tem equipado Israel com submarinos nucleares de fabricação alemã com os quais Israel espera matar ainda mais Árabes e muçulmanos.
Estes últimos anos, Israel equipou os mais recentes submarinos alemães que recebeu, com mísseis nucleares de cruzeiro, o que o governo alemão sabe muito bem. O ex-ministro israelita da defesa, Ehud Barak, declarou ao Der Spiegel em 2012 que os alemães podem se sentir «orgulhosos» de terem assegurado a existência do Estado de Israel «durante numerosos anos». Berlim financiou um terço dos custos dos submarinos, ou seja cerca de 135 milhões de euros por submarino e permitiu a Israel de repor o pagamento até 2015.
Que isto faça da Alemanha um cúmplice do desapossar dos palestinianos não é uma preocupação dos actuais governos alemães, assim como não o era nos anos 1960 para o chanceler da Alemanha do oeste, Konrad Adenauer, que afirmava que «a República Federal não tem nem o direito, nem a responsabilidade de tomar uma posição acerca dos refugiados palestinianos.»
Isto deve ser adicionado aos mil milhões que a Alemanha pagou ao governo israelita em compensação pelo Holocausto, como se Israel e o sionismo tivessem sido as vítimas do nazismo quando, na realidade, foram os Judeus anti-sionistas que foram mortos pelos nazis. O actual governo alemão não se preocupa com o facto que mesmo os Judeus alemães que fugiram dos nazis e que se encontraram na palestina odiavam o sionismo e o seu projecto e eram por sua vez odiados pelos colonos sionistas na Palestina.
Como os refugiados alemães dos anos 1930 e 1940 na Palestina recusavam-se a aprender o hebreu e publicavam meia dúzia de jornais alemães no país, foram atacados pela imprensa hebraica, inclusive o Haaretz, que reclamou o encerramento dos seus jornais em 1939 e novamente em 1941. Colonos sionistas atacaram em Telavive um café alemão porque os seus proprietários judeus recusavam-se em falar hebreu e em Junho de 1944, a municipalidade de Telavive ameaçou alguns dos seus residentes judeus alemães que organizavam no seu domicílio, no 21 da rua Allenby, «festas e bailes inteiramente em língua alemã, inclusive programas estrangeiros ao espírito da nossa cidade» e declarou que «isso não seria tolerado em Telavive». Os Judeus alemães, ou os Yekkies, como são apelidados no seio do Yishuv, até iam organizar uma celebração do aniversário do imperador, em 1941 (para mais detalhes sobre este assunto e sobre os refugiados alemães judeus na Palestina, ler o livro de Tom Segev intitulado The Seventh Million).
É preciso adicionar a isto tudo, o apoio Alemão às medidas israelitas contra os palestinianos na ONU e o quadro está completo. Até o novo memorial do Holocausto, construído em Berlim e que foi inaugurado em 2005, mantém o apartheid racial nazi, posto que este «Memorial dos Judeus da Europa assassinados» é apenas destinado às vítimas judias dos nazis e que ainda hoje convém pôr de parte, como o tinha ordenado Hitler, os outros milhões de vítimas não judias elas também do nazismo.
O facto que uma filial da sociedade alemã Degussa, que colaborou com os nazis e que produziu o gás Zyklon B utilizado para matar as pessoas nas câmaras de gás, recebeu um contrato para construir o memorial não é de todo surpreendente, posto que isto apenas confirma que aqueles que mataram os Judeus na Alemanha no final dos anos 1930 e nos anos 1940, hoje em dia, lamentam o que fizeram porque hoje percebem que os Judeus são Europeus brancos que convém comemorar e que não se deveria tê-los mortos, em primeiro lugar por causa da brancura da sua pele. A política alemã de incentivo ao massacre dos Árabes por Israel tem pouco a ver com o seu compromisso com o anti-semitismo, que continua por meio do racismo alemão contemporâneo, predominante relativamente aos muçulmanos e que visa os imigrantes muçulmanos.

A tradição anti judia na Europa e na América

O Holocausto judeu matou a maioria dos judeus que recusavam e combatiam o anti-semitismo europeu, inclusive o sionismo. Com a morte deles, os únicos «semitas» que existem e que combatem o sionismo e o seu anti-semitismo são hoje os Palestinianos. Enquanto Israel insiste sobre o facto que os judeus europeus não têm lugar na Europa e que devem vir para a Palestina, os Palestinianos sempre insistiram em dizer que as pátrias dos Judeus europeus eram os seus países europeus e não a Palestina, e que o colonialismo sionista deriva do seu próprio anti-semitismo. Enquanto os sionistas pretendem que os Judeus são uma raça diferente dos cristãos europeus, os Palestinianos afirmam pelo contrário que os Judeus europeus não são nada a não ser Europeus e que não têm nada em comum com a Palestina, o seu povo ou a sua cultura.
O que Israel e os seus aliados americanos e europeus quiseram fazer ao longo destas seis décadas e meia, é de convencer os Palestinianos de que deviam se tornar anti-semitas, eles também, e acreditar, à semelhança dos nazis, de Israel e dos seus aliados anti-semitas ocidentais, que os judeus são uma raça diferente das raças europeias, que a Palestina é o país deles que Israel fala em nome de todos os Judeus. O facto que os dois mais importantes blocos de eleitores pró-israelitas dos Estados Unidos são os protestantes milenaristas e os imperialistas laicos persegue exactamente a mesma tradição anti-judia euro-americana que remonta à Reforma protestante e ao imperialismo do século XIX. Mas os Palestinianos nunca conseguiram convencer-se e obstinam-se em resistir ao anti-semitismo.
Israel e os seus aliados anti-semitas afirmam que Israel é «o povo judeu», que a sua política é a política «judia», que as suas realizações são «judias», que os seus crimes são crimes «judeus» e que, por conseguinte, todos os que ousam criticar Israel criticam de facto os Judeus e são impreterivelmente anti-semitas. O povo palestiniano tem construído uma luta maior contra esta incitação anti-semita. Continua de afirmar firmemente que o governo israelita não fala em nome de todos os Judeus, que não representa todos os Judeus e que os seus crimes coloniais contra o povo palestiniano são os seus próprios crimes e não os crimes do «povo judeu» e que, de facto, deve ser criticado, condenado e perseguido pelos seus crimes de guerra ainda a decorrerem contra o povo palestiniano.
Não se trata de uma nova posição palestiniana. De facto, já tinha sido adoptada na viragem do século XX e perseguida ao longo da luta palestiniana contra o sionismo antes da Segunda Guerra mundial. O discurso de Yasser Arafat nas Nações Unidas, em 1974, insistiu veementemente sobre todos estes pontos:

Do mesmo modo que o colonialismo se serviu levianamente dos deserdados, dos explorados como de uma vulgar matéria inerte com a qual podia construir e realizar um colonialismo de implantação, os Judeus europeus indigentes, oprimidos foram utilizados em nome do imperialismo mundial e dos dirigentes sionistas. Os Judeus europeus foram transformados em instrumentos de agressão; tornaram-se os elementos do colonialismo de implantação intimamente ligado à discriminação racial (...). A teologia sionista foi utilizada contra o nosso povo palestiniano: o objectivo era não só a instalação de um colonialismo de implantação de estilo ocidental, mas também a separação dos Judeus das suas diversas pátrias e, por conseguinte, a sua alienação relativamente às suas nações. O sionismo (…) está unido ao anti-semitismo nos seus dogmas retrógrados e, uma vez que tudo foi dito e consumado, é outra face da mesma falsa moeda. Porque quando se propõe que os adeptos da fé judia, qualquer que seja a nação onde residem, não devem nem obediência à sua residência nacional, nem vivem sobre um pé de igualdade com os outros cidadãos não judeus, quando isto é proposto, percebemos muito bem que se trata de uma proposta anti-semita. Quando se propõe que a única solução ao problema judeu é que os Judeus se devem alienar das comunidades ou nações de que constituem um elementos histórico, quando se propõe que os Judeus resolvam o problema judeu pela imigração e a instalação pela força sobre as terras de outro povo, quando isso acontece, estamos a defender exactamente a mesma posição que aquela que defendem os anti-semitas contra os Judeus.

A afirmação por parte de Israel de que as pessoas que o criticam são anti-semitas pressupõe que essas mesmas pessoas críticas acreditem nas suas pretensões em querer representar «o povo judeu». Mas são as próprias afirmações por parte de Israel daquilo que representa e de falar em nome de todos os Judeus que são de todas as afirmações as mais anti-semitas.
Hoje em dia, Israel e as potências ocidentais querem erigir o anti-semitismo em princípio internacional em torno do qual procuram estabelecer uma unanimidade plena. Insistem sobre o facto que, para que haja paz no Médio Oriente, os palestinianos, os Árabes e os muçulmanos devem tornar-se, tal como o ocidente, anti-semitas, adoptando o sionismo e reconhecendo as reivindicações anti-semitas de Israel. Tirando os regimes ditatoriais árabes e a autoridade palestiniana e os seus amigos, neste 65º aniversário da conquista anti-semita da Palestina pelos sionistas – que os palestinianos chamam a Nakba -, o povo palestiniano e os poucos judeus anti-sionistas sobreviventes continuam de recusar em ter em conta este apelo internacional e esta incitação ao anti-semitismo.
Afirmam que são, enquanto últimos dos Semitas, os herdeiros das lutas judias e palestinianas anteriores à Segunda Guerra mundial contra o anti-semitismo e a sua manifestação colonial sionista. É a resistência deles que trava o caminho a uma vitória completa do anti-semitismo europeu no Médio Oriente e no mundo inteiro.

Joseph Massad
Tradução: GAP
* Joseph Massad é professor associado de política árabe e de história intelectual na Universidade de Colúmbia. O seu último livro intitula-se :  The Persistence of the Palestinian Question ; Essays on Zionism and the Palestinians.
Este artigo foi inicialmente censurado na Aljazeera que pouco depois voltou a disponibilizá-lo.
Encontra-se aqui no original inglês: http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2013/05/2013521184814703958.html

E aqui na tradução francesa: http://www.info-palestine.eu/spip.php?article13571

Links

ALTER

AMICI

ARGIA

BIBLIOTECAS

EDUCAÇÂO

ITEM SPECTO

VÁRIOS

Sapatos, Figas e Pedras

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2005
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2004
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D