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ARESTAS

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Passagem do asteróide 2012DA14

Sexta-feira dia 15 de fevereiro o asteróide 2012DA14 vai passar a cerca de  27 730 km de altitude da terra e é visível com binóculos!

Aqui vai um vídeo de simulação:


 

A carta celeste da visibilidade no porto pode ser feita neste site (inglês) Heavens-Above da seguinte forma na «configuration» escolher o local no mapa, clicar em «submit», para vizualizar a carta clicar acima onde diz «Click here for a sky chart and table of positions for your location.
fonte da info (francês): Ciel & Espace

Apontamentos sobre Arquitectura e Sociedade (3)

FREITAG, Michel (2004: 15-22). Arquitectura e sociedade. Lisboa: Publicações Dom Quixote.

 

Este novo capítulo intitula-se: «Para uma história política da arquitectura na sociedade moderna». Para reflectir sobre este assunto, o autor parte da ideia «de que o objecto mais próprio da arquitectura é a sociedade compreendida na sua unidade e na sua ordem, e na sua duração, bem como a posição do mundo e a sua modulação frente a essa ordem da sociedade, e através dela.» (2004: 23)

Para poder reflectir sobre esta questão, o autor leva-nos interiorizar alguns aspectos teóricos que definem a realização da unidade da sociedade. Segundo ele, esta é operada por três modos de reprodução: «a regulação ou a reprodução cultural-simbólica»(2004: 23); «a regulação político-institucional»(2004: 24) , sendo que este modo se sobrepõe ao outro, sem anulá-lo e indica como as práticas sociais estão submetidas a regras formais alheadas do significado das práticas culturais, fazendo com que este modo se imponha pelo o seu discurso de legitimação de poder «repartido» entre instituições e Estado; e um terceiro modo, que o autor descreve longamente sem propriamente nomeá-lo. Este terceiro modo rompe com a ideia principal de realização da unidade da sociedade, posto que o autor nos diz que «assistimos ao fraccionamento do sistema unificado do poder de Estado, à multiplicação dos centros de decisão relativamente autónomos, descentrados, e, correlativamente, ao apagamento progressivo do carácter formal, a priori, universalista das regras e das leis»(2004: 24) Aqui, posto que estou bastante dividida quanto à descrição deste terceiro modo de reprodução, tenho que lembrar que este texto foi publicado pela primeira vez em 1992 pela editora La Lettre Volée de Bruxelas, portanto há que situar no tempo e no espaço. O parágrafo sobre este terceiro modo requer uma leitura mais atenta à qual voltarei.

Apontamentos sobre Arquitectura e Sociedade (2)

FREITAG, Michel (2004: 15-22). Arquitectura e sociedade. Lisboa: Publicações Dom Quixote.


O capítulo intitula-se «sobre a natureza antropológica da arquitectura» e o autor começa por referir três pontos que definem a arquitectura na sociedade e que remontam a Vitrúvio: «a construção, a utilidade/funcionalidade e a beleza»(2004: 15). Aproveito para relembrar o que alguns autores disseram da arquitectura:

Plotino: «O que é a arquitectura? É o que resta do edifício, uma vez retirada a pedra.»; Schelling:«A arquitectura é a alegoria da arte de construir.» e Le Corbusier: « A construção é feita para aguentar, a arquitectura para comover.».

Depois de nos dar uma breve explicação, Freitag, indica que « Estes três aspectos pertencem decerto à definição de arquitectura, mas nem por isso representam, contudo, antropologicamente, a sua natureza essencial.»(2004: 15).


Obviamente que esta natureza essencial se relaciona com o ser humano inserido na sociedade, um vocábulo que nos projecta para meandros complexos e em movimento, e, genericamente, para espaços diferentes (cidades, subúrbios, vilas, aldeias, campo), mas o autor afina o seu pensamento remetendo-nos para uma «síntese superior entre a sociedade e a natureza». O autor constata a falta de harmonia entre o «mundo social» e o «mundo natural» de uma forma geral sem nos situar em determinado espaço e implicando, quase por defeito, a nossa concepção da arquitectura no âmbito da cidade. Se pensarmos na arquitectura e na cidade, de forma geral, a questão da natureza tem sido esquecida ao longo dos tempos pelos seus habitantes. Estou a pensar em algumas cidades que conheço bem como Paris, Lisboa, Nova Iorque, sendo que São Francisco ou Porto são para mim casos à parte entre outros. Quanto à arquitectura em espaços rurais ou em pleno campo, já é algo mais complexo envolvendo tanto a harmonia como a devastação. Mas voltando às palavras do autor, somos levados por outros caminhos, aqueles que convocam imagens de espaços de vida, tal como «um jardim bem abrigado por de trás dos seus muros revestidos de vinha-virgem do outro Aldo de um gradeamento» (2004: 16)

Então o autor, começando por um dos três pontos mencionados, neste caso, «a construção», questiona a expectativa que formamos da arquitectura à luz das imagens de espaços de vida e indica que: « A arquitectura começa por ‘dar um lugar’, começa por construir um espaço como espaço propriamente humano, espaço reservado das relações sociais que põe à distância a natureza estranha, e que, no mesmo lance, através dessa distância modulada estabelece a relação dos homens com um mundo apropriado e objectivado. (...)  O objecto original da arquitectura é, portanto, o da construção do espaço socializado, apropriado pelo homem.»(2004: 17) Partindo daqui passamos para algo quase tenebroso que, ao convocar o predomínio da ordem humana sobre o resto do mundo, chama a arquitectura como instrumento para tornar visível os poderes do ser humano.


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