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ARESTAS

ARESTAS

Tradução de «Behind the Deepening Crisis with Iran: The Real Story Versus the Cover Story»

Por detrás do aprofundamento da crise com o Irão: a verdadeira história Versus a história de fachada.

Publicado a 22/09/2012 em Sabbah Report 

Artigo de  Mark H Gaffney

    Recentemente, o Presidente Obama impôs novas sanções ao Irão que, de acordo com os relatórios, foram bastante efectivas, provocando uma súbita desvalorização da moeda do Irão. Os iranianos compreendem bem que estão a ser atacados e têm respondido ameaçando fechar o estreito de Ormuz, pelo qual uma grande percentagem de petróleo do Médio Oriente transita para a economia global.

    Se a crise se aprofundar e se o Irão faz bem em fechar o estreito de Ormuz, restam poucas dúvidas de que os E.U. irão intervir para reabrir o estreito. Isto terá como consequência uma guerra pela qual o Irão será responsabilizado, mesmo se as recentes sanções dos E.U correspondem a uma óbvia agressão.

   Eu acredito que os E.U. irão explorar a situação para atacar as instalações nucleares do Irão. Mais, ainda mais grave, os E.U. irão alvejar os mísseis convencionais do Irão. Na realidade, acredito que isto constitui a verdadeira razão das sanções e a escalada das recentes tensões. Apesar da percepção pública e toda a retórica em torno das armas nucleares, a crise actual não tem nada a ver com o suposto programa nuclear do Irão. Na minha opinião, não passa de um disfarce.

   O verdadeiro problema reside no facto que o Irão equipou os seus mísseis convencionais de médio alcance com a tecnologia GPS, tornando-os mais precisos. Isto significa que agora o Irão pode alvejar a reserva nuclear de Israel, as armas biológicas e químicas situadas no território israelita assim como o reactor nuclear de Dimona.

   Resumidamente, o Irão conseguiu alcançar uma forma convencional de dissuadir Israel. Por conseguinte, as declarações de oficiais iranianos, dizendo que o Irão não possui um programa de armas nucleares, são, a meu ver, provavelmente correctas. Actualmente, o Irão não precisa de armas nucleares para dissuadir Israel. Pois, pode fazê-lo com os seus mísseis de médio alcance guiados por GPS. Os israelitas bem podem ranger os dentes, posto que se encontram agora ameaçados pelo seu próprio arsenal de armas de destruição massiva e seus próprios reactores nucleares, especialmente Dimona, todos sendo agora possíveis alvos.

   Alguns ataques directos pelo Irão provocariam emissões tóxicas, matando milhares de israelitas. No pior dos casos, anunciariam o fim do estado judeu.

   É importante perceber que o Irão nunca iria iniciar um ataque preventivo sobre Israel, porque os iranianos sabem que a resposta dos E.U./Israel seria devastadora. Contudo, se o Irão for atacado em primeiro, está tudo perdido. O Irão defender-se-á. Um contra-ataque a Israel não pode ser excluído, porque os dirigentes iranianos percebem claramente (mesmo se o povo Americano não percebe) que a crise foi fabricada a favor de Israel.

   Do ponto de vista israelita, o actual poder de dissuasão iraniano (mesmo sendo convencional) é inadmissível. Os estrategas militares israelitas sempre insistiram numa liberdade total de movimento. É por isso que, há uns anos atrás, os israelitas recusaram a oferta Americana de assinarem um pacto de defesa com os E.U. um semelhante tratado teria limitado a liberdade de movimento de Israel e não era aceitável. Os dirigentes israelitas preferiram permanecer independentes. Israel sempre insistiu na «liberdade» de poder intimidar os seus vizinhos, quando e como lhe apetecesse. Agora, os mísseis convencionais iranianos restringem essa «liberdade». Provavelmente, os oficiais israelitas preocupam-se, por exemplo, de que, no conflito futuro, os mísseis convencionais iranianos limitariam a sua liberdade de poder atacar o Hezbollah no Líbano. O Hezbollah é aliado próximo de Teerão.

   Acredito que a crise actual foi fabricada no sentido de criar um pretexto para os E.U. lançarem uma campanha aérea com a finalidade de eliminarem os locais onde se encontram os mísseis convencionais iranianos. Os E.U. também irão alvejar as instalações nucleares iranianas, mas os alvos principais serão os mísseis convencionais. Os E.U serão o pau mandado de Israel. A cauda sionista abanará diante do cão americano subserviente.

   Obviamente que não se pode obter o apoio do público para semelhante campanha de bombardeamento a favor de Israel. Daí a história de fachada em torno das armas nucleares e a suposta ameaça de que o Irão quer apagar Israel do mapa, tudo isto sendo claramente mentira, mas constitui uma propaganda muito eficaz.

   O problema para os E.U. reside no facto de que privar o Irão das suas armas convencionais de dissuasão, não será uma tarefa fácil de cumprir. Na verdade, será ainda mais difícil do que eliminar todas as instalações nucleares iranianas. Os mísseis convencionais iranianos estão provavelmente amplamente dispersos. Se se encontrarem sob ataque, o objectivo de uma campanha aérea será obviamente transparente para os dirigentes iranianos. Confrontados com a possibilidade de perderem o seu poder de dissuasão, os Mullahs podem perfeitamente decidir utilizar os seus mísseis convencionais. Se assim o fizerem e se conseguirem atingir directamente o arsenal nuclear, biológico e químico de Israel, o desastre subsequente levará a uma resposta rápida de Israel. Israel até poderá recorrer à Opção Sansão e atacar o Irão com armas nucleares. As palavras não podem descrever a dimensão do horror de semelhante resultado. Infelizmente, é tudo demasiado possível.

   No início de um conflito, as forças navais dos E.U no Golfo serão atacadas. Não há equívoco possível, o Irão tem mísseis anti-navios  suficientes para ser uma verdadeira ameaça para a presença naval dos E.U no Golfo. Milhares de marinheiros americanos estão agora em perigo.

   Devemos nos unir para evitar semelhante conflito. Agora, os activistas pela Paz devem pôr em andamento todos os nossos trunfos a favor da Paz. O povo Americano deve saber a verdade. É uma falsa crise. Contudo, o perigo é autêntico. Chegou a hora de dar força à nossa voz. Amanhã poderá ser demasiado tarde.

 

Fonte do artigo: http://sabbah.biz/mt/archives/2012/09/22/iran-real-story/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+SabbahsBlog+%28Sabbah+Report%29

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