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ARESTAS

ARESTAS

Divulgação: Dia Precário MayDay 2010


CONTAMOS CONTIGO NO MAYDAY!

1º de Maio


Concentração a partir das 13h00

LISBOA: Largo de Camões

PORTO: Praça dos Poveiros





O MayDay é uma manifestação alternativa contra a precariedade, que acontece no 1º de Maio.

Desde a estreia em Milão (2001), o MayDay tem-se multiplicado por todo o mundo.

Em 2007, a iniciativa MayDay chegou a Lisboa, repetindo-se em 2008. Em 2009, o MayDay realizou-se pela primeira vez em simultâneo, em Lisboa e no Porto.

Em 2010, novamente, o precariado sai à rua em Lisboa e no Porto, no MayDay 2010.


Ser precário é ser pau para toda a colher. Ser precário é não poder ter ofício. Ser precário é eventualmente fazer estágios de profissionalização para animar as estatísticas do governo. Ser precário é não ter a certeza de arranjar trabalho amanhã. Ser precário é não ter direito ao subsídio de desemprego, mesmo quando já se trabalhou muito e agora não se tem trabalho. Ser precário é ser obrigado a fazer descontos mesmo quando não se ganhou dinheiro. Ser precário é receber um salário de miséria e engrossar o cabedal das empresas de trabalho temporário. Ser precário é não ser contabilizado nas já extensas listas dos desempregados. Ser precário é trabalhar sem contrato e poder sempre ser despedido sem justa causa. Ser precário é estar sistematicamente «à experiência», por muito comprovadamente experiente que se seja. Ser precário é ser tratado como um profissional liberal quando se vive abaixo de cão. Ser precário é, quase sempre, não escolher ser precário. Ser precário é ter um livro de recibos verdes para evitar milagrosamente que os empregadores tenham de assumir qualquer responsabilidade na construção e manutenção da cadeia de produção da riqueza. Ser precário é não poder ter filhos, porque os patrões não gostam de grávidas, nem de mães competentes, nem de pais demasiado presentes.  Ser precário é precarizar os pais que fornecem a sopa, o colchão e a protecção social em falta. Ser precário é ser tratado como carne para canhão do trabalho, mas sem ração assegurada. Ser precário é tapar os pequenos e os grandes buracos do capitalismo. Ser precário é não ter a certeza de poder pagar a renda, é ter a certeza de que o dinheiro não dá para todas as facturas. Ser precário é ter de comer menos e menos vezes por dia, excepto quando a família ou os amigos se compadecem. Ser precário é engolir a raiva, é chorar às escondidas para não dar nas vistas, é ter medo de ser etiquetado de rebelde, é ter pânico de que esse rótulo motive a perda de um emprego medíocre mas tão difícil de arranjar. Ser precário é ter vontade de ir para a rua gritar. Ser precário é ser obrigado a ir para a rua gritar. Ser precário é decidir ir para a rua gritar.no dia 1 de Maio. Com todos os outros companheiros precários que por aí andam escondidos. Com todos os que, revoltados com a crescente injustiça social e o aumento exponencial das hostes do precariado, se juntam ao desfile do MAY DAY. Ser precário é, de súbito, ter consciência de que se todos dermos as mãos e batermos os pés,  

O MUNDO HÁ-DE TREMER!!!



MayDay Porto

maydayporto@gmail.com

www.maydayporto.blogspot.com

Grande Tristeza de Melra

O melro andou aflito a trazer-lhe insectos, demos-lhe moscas, água, granulado dissolvido, mas a ferida era grande e a pequena «melra» não sobreviveu. Pode parecer ridículo (pouco racional com efeito tendo em conta a lei da sobrevivência) estar triste pela morte de uma pequena «melra», só que, curiosamente, os melros e «melras» são aqueles que foram cantados («Le temps des Cerises») e existem como algo de especial no meu imaginário.

Conheço-os todos, da Europa às Américas, quer sejam pretos, castanhos ou azuis e o reconhecimento é mútuo!

Deleuze tinha um afecto especial pelas carraças. Eu sinto um afecto peculiar pelos melros e «melras».

Antígona no TNSJ

 

Antes do espectáculo
(Alice no Céu do TNSJ antes do espectáculo)

 

 

Na penúltima noite de Antígona de Sófocles no Teatro Nacional de São João .

Uma sala cheia.

Um cenário feito por painéis de cortiça que em função das variações de luz ora pareciam suaves como mantos de seda, ora rudes, ásperos, cinzentos como granito.

Sonoplastia muito bem orquestrada com as vozes.

O corpo do coro em sintonia entre palavras ditas e espaços ocupados.

Um Creonte gigante, poderoso que fica pequeno e derrotado.

Uma Antígona tecnicamente perfeita, mas a quem faltava a força da doçura na voz.

Uma Ismena...

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