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ARESTAS

ARESTAS

A roda do Pote de Barro

Depois da procissão das pinhas...fez-se uma roda...circulou um pote/jarra/bilha...até cair!

Procurei saber mais, mas só encontrei aquela coisa tão evidente que nos leva ao objecto de barro cair...ou não, ou seja, apenas às teorias do acaso e da providência, pois na Ilíada os  dois jarros à entrada do palácio de Zeus continham: coisas boas e coisas más...

uma ou outra chegava aos Homens...nunca sabiam, nunca sabemos!

Procissão das pinhas na Barroca

Não encontrei nada sobre a procissão das pinhas na Barroca (dia 5 de Abril 09) Disseram-me que era uma tradição dos pastores.

Procurei no Dicionário dos Símbolos e só encontrei...Pinheiro....transcrevo aqui aquilo que pode ser útil para este mundo ocidental...mundo nosso..como aquilo que remete para o culto órfico...

PINHEIRO: (...)No iconografia ocidental, a pinha é às vezes representada entre dois galos que a disputam; o que não pode deixar de estar associado aos dois dragões que disputam a pérola; é o símbolo da verdade manifestada. (...) A pinha aparece muitas vezes na mão de Dionísio como se fosse um ceptro: exprime, como a hera, a permanência da vida vegetativa; e acrescenta este matiz: uma espécie  de superioridade do deus sobre a natureza considerada nas suas forças elementares e embriagantes. Representa a exaltação da força vital, a glorificação da fecundidade. Os órficos prestavam a Dionísio o culto de mistérios, segundo o qual o deus  morria devorado pelos Titãs, e depois ressuscitava: símbolo de eterno retorno da vegetação, e, em geral, da vida. Em Delfos, ele aparecia também durante três meses, reinando sobre o santuário, e desaparecia durante o resto do ano. Os historiadores vêem nisto um mito de religião agrária. O pinheiro era também consagrado a Cibele, deusa da fecundidade. Seria a metamorfose de uma ninfa, que o deus Pã teria amado. A pinha simboliza essa imortalidade da vida vegetativa e animal.  (...)

 

Jean Chevalier, Alain Gheerbrant, Dicionário dos símbolos, Lisboa, Teorema, 1994, 527.

DIVULGAÇÃO: 1 DE MAIO. MAYDAY!

na próxima 6ª feira,
1º de Maio
vem à manif
contra o trabalho precário
MayDay Lisboa
 
Largo Camões, a partir das 12h
 
 [Cartaz_Parada.jpg]

 
O MayDay é uma parada contra a precariedade, que vem marcando o 1º de Maio em várias cidades por esse mundo fora, desde da estreia em 2001, em Milão. Chegou há dois anos a Lisboa e este ano acontece também no Porto (encontro às 12h na Praça dos Poveiros).
 
Conscientes de que a mudança das nossas vidas exige muito mais, recusamos a espera e a resignação. O MayDay é uma força comum que, cansada de carregar o peso de todo um sistema económico que lhe usurpa a vida, quer criar autonomamente e decidir livremente. 

 
Por isso nos juntamos a 1 de Maio. Somos "recibos verdes" e trabalhadores de empresas de trabalho temporário, estagiários e pensionistas, imigrantes e endividados perante o banco, estudantes-(já/ainda/quase)-trabalhadores e operadores de call-center, bolseiros e intermitentes do espectáculo, contratados a prazo e desempregados ou simplesmente pessoas que não aceitam a chantagem da precariedade.
 
 
 
:: Concentração no Largo Camões (metro Baixa / Chiado), a partir das 12 horas, onde haverá pic-nic*, música e onde construiremos a Monstra Precariedade ::
 
:: Partida às 14h30 em direcção ao Martim Moniz ::
 
:: Desfile com a Manifestação do Dia do Trabalhador (CGTP) ::
 

 
Passa a palavra do precariado em luta!
É urgente! A 1 de Maio soamos o alarme!
 
traz o teu instrumento musical
 
MayDay!! MayDay!!
O precariado dá luta!
 
* podes trazer a tua merenda ou comer o almoço vegetariano que estará lá à venda

Mais um dia

Aqui vai um apontamento muito pertinente de Jorge Delmar no Refluxo

Faz me pensar que Hegel quando fala do fim da História, não nos diz que mais nada vai acontecer, no sentido em que já não haveria acontecimentos. Mas dado que o sentido da História já aconteceu, este sentido sendo a Liberdade Universal e esta já tendo sido alcançada, não há mais nada além desta Liberdade Universal, não há nada a ultrapassar.

Penso que deveriamos repensar seriamente nesta questão da liberdade universal...que já ultrapassamos!

Como fazer?

Não tenho tido muito tempo para vir aqui. Tenho escrito nos meus cadernos...

Tenho tido pouco tempo para ler notícias do mundo...mas houve uma que me preocupou bastante hoje... Trata-se de uma proibição imposta a AirFrance pelos EU publicada no Rue 89.

Pois ... à partida, porque razão os EU teriam direito de conhecer a lista dos passageiros que não vão para os EU e que ainda menos vão fazer escala nos EU. É inquietante...até que ponto ainda vamos ser livres de nos movimentar sem sermos espiados e controlados?

Mais uma noite com a filosofia

Ideia do silêncio


Numa recolha de fábulas dos fins da Antiguidade lê-se este apólogo:

Os Atenienses tinham por hábito xicotear a rigor todo o candidato a filósofo, e, se ele suportasse pacientemente a flagelação, poderia então ser considerado filósofo. Um dia, um dos que se tinham submetido a esta prova exclamou, depois de ter suportado os golpes em silêncio: «Agora já sou digno de ser considerado filósofo!» Mas responderam-lhe, e com razão: «Tê-lo-ias sido, se tivesses ficado calado.»

A fábula ensina-nos que a filosofia tem certamente a ver com a experiência do silêncio, mas que o assumir dessa experiência não constitui de modo nenhum a identidade da filosofia.  Esta está exposta no silêncio, absolutamente sem identidade, suporta o sem nome sem encontrar nisto um nome para si própria. O silêncio não é a sua palavra secreta - pelo contrário, a sua palavra cala perfeitamente o próprio silêncio.

 

Giorgio Agamben, A ideia da Prosa, Lisboa, Cotovia, 1999, 111.

Um poema por dia

The Midnight Club

The gifted have told us for years that they want to be loved
For what they are, that they, in whatever fullness is theirs,
Are perishable in twilight, just like us. So they work all night
In rooms that are cold and webbed with the moon's light;
Sometimes, during the day, they lean on their cars,
And stare into the blistering valley, glassy and golden,
But mainly they sit, hunched in the dark, feet on the floor,
Hands on the table, shirts with a bloodstain over the heart.


Mark Strand

"The Midnight Club" originally appeared in his 1991 collection The Continuous Life;
"I Had Been a Polar Explorer" in Man and Camel, in 2006.

de: Knofp poetry

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