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ARESTAS

ARESTAS

Outro sonho longínquo

 

Não vivemos em século nenhum, vivemos a época de Pandora! Sim! Vivemos na era de todas as caixas de Pandora. Caixas abertas e outras hermeticamente – ou assim o esperamos! – fechadas.  Nesta era em que vivemos, na ponta da perfeição ainda e sempre por vir, ainda e sempre por chegar, por vezes surpreendo-me a sonhar com um Epimeteu mais valente, mais potente e corajoso que o próprio irmão! Pois, se Epimeteu , o irmão tão fraco, sensível e sentimental de Prometeu,  não tivesse sido tão terrivelmente humano, se não tivesse todos os sentimentos à flor da pele, talvez tudo teria sido diferente! Assim, no momento em que Prometeu foi condenado, não teria sentido tantas saudades do irmão preso por ter desobedecido às ordens de Zeus, que não teria enviado Pandora, que não teria aberto a caixa, que não teria espalhado os males....etc.

A gramática tem estas coisas maravilhosas, como as relativas, que permitem encadear frases até  nunca acabar, ou simplesmente revelar o círculo nunca completo, mas sempre círculo, que cada coisa das nossas vidas toma, alimenta e perpetua. Está claro que é impossível re-contar o mito,  mudar ou alterar aquilo sobre o que está fundada a nossa cultura, apenas podemos acrescentar e isso, sim, sabemos fazer! E neste caso concreto, temos homens capazes de o fazer! Pois, verifico que, por um lado, alguns dos nossos dirigentes pretendem igualar um deus omnipotente, omnisciente e omnipresente criando novas caixas hipotéticas e “salvadoras”, semelhantes ao tapete debaixo do qual se pode esconder todos os lixos nos desenhos animados, onde o mal do nosso século, o famoso CO2 , ficaria preso para todo o sempre. Por outro lado, com toda a nossa tecnologia , cada vez mais apurada, em breve seremos capazes de confortar as populações fazendo cair a chuva ou brilhar o sol, nos momentos em que todos os deuses não nos são favoráveis, como a falta de capacidade dos belos cúmulos (será que ainda se vão chamar cúmulos?) produzirem chuva, uma chuva benéfica e assustadoramente invisível ultimamente. Por outro lado ainda, a caixa aberta da sedutora enviada por outro deus, as questões tão prementes sobre o estado do planeta em que vivemos, todos os documentários, todas as notícias, as declarações, os filmes, os livros...etc.

 Com tudo o que nos “dizem”, na televisão e nos jornais, onde se explora tudo o que há de mais humano em nós, os nossos sentimentos mais genuínos, os mais puros, quer sejam bons, quer sejam maus, focando ultimamente sobre aquilo que poderia e poderá ser uma catástrofe, em que se ligam as guerras, o sangue, as doenças, os males e as dores da nossa terra, isto parecendo mais próximo de nós, acaba sempre por nos tocar de mais perto, porque para aquilo que envolve o tempo, parece sempre que temos tempo, mesmo quando os nossos todos poderosos subalternos dos deuses nos dizem que falta pouco tempo. Mas temos um plano!

Desde a Cimeira da Terra no Rio de Janeiro em 1992, um caminho começou a ser traçado, seguiu-se a Carta de Albörg , a carta de sustentabilidade das cidades europeias em 1994, e depois a Carta da Acção, ou Plano de acção de Lisboa em 1996, pouco a pouco algumas cidades aderiram à chamada Agenda 21 Local. Mais perto de nós, estamos a ver a tentativa nazarena, a proposta para adopção do orçamento participativo em Óbidos.  Não sei se vai resolver os nossos ( subentendam: do mundo, pois não estamos fora do mundo!) males, pois não estou nos segredos de todos os deuses, nem dos seus ajudantes, mas quero acreditar que sim e quando quero acreditar (mais um sentimento tão tipicamente nosso!) há pouco que me faça mudar de ideias, excepto a reflexão, com base na experiência, a longo prazo.

O plano é a Agenda 21 Local. Esta consiste numa ferramenta que favorece a colaboração entre as autarquias e a sociedade civil, isto é, os subalternos dos deuses e nós, o povo. A agenda 21 local abrange todos os sectores da vida do cidadão, isto é, tanto o ambiente, como a área social, económica e cultural, assim como fornece uma ferramenta de sustentabilidade financeira ( e sei que todos sabem que os números são importantes! Pois, hoje em dia, importam mais do que qualquer outro aspecto.). É uma ferramenta que permite um planeamento estratégico envolvendo o cidadão, todas as áreas das actividades económicas, assim como todos os planeamentos urbanos e económicos promovendo uma auto-suficiência local. Algumas cidades aderiram ao plano, sem grandes certezas de implementação havia pelo menos 79 casos a 16/03/2007 em Portugal. Esperamos que a Câmara das Caldas da Rainha dê um passo em frente neste sentido.

Somos muitos! Somos tantos a ter um sonho!

Ana da Palma, Gazeta das Caldas 17/11/07

Delícia!

Depois de ter ouvido Satie... Finalmente a descoberta! (Isto é a educação em directo!)
 Ana descobre Eric Satie!
Em breve poderei ouvir as Trois Gymnopédies (?)...em directo!
Aconselho todos os pais a porem os filhos na música!
quanto mais cedo, melhor!

Novas Publicações

Ami Bougamin, Walter Benjamin. Le rêve de vivre. Paris: Albin Michel, 2007.
 Ami Bougamin - Walter Benjamin. Le rêve de vivre

(para quem estiver interessado...quanto a mim, é estranho, mas verifiquei que não procuro saber a (s) vida (s) ... porquê? ainda não sei bem porquê, mas sei que é minha natureza...)

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