Sábado, 5 de Maio de 2012
O que é um dispositivo? Excerto de Agamben para pensar

 

 

 

«Les sociétés contemporaines se présentent ainsi comme des corps inertes traversés par de gigantesques processus de désubjectivation auxquels ne répond aucune subjectivation réelle. Delà, l’éclipse de la politique qui supposait des sujets et des identités réels (le mouvement ouvrier, la bourgeoisie, etc.) et le triomphe de l’économie, c’est-à-dire d’une pure activité de gouvernement qui ne poursuit rien d’autre que sa propre reproduction. Aussi la droite et la gauche qui se succèdent aujourd’hui pour gérer le pouvoir ont-elles bien peu de rapports avec le contexte politique d’où proviennent les termes qui les désignent. Ils nomment simplement les deux pôles (un pôle qui vise sans le moindre scrupule la désubjectivation et un pôle qui voudrait la recouvrir du masque hypocrite du bon citoyen de la démocratie) de la même machine de gouvernement.

 

De là surtout, l’étrange inquiétude du pouvoir au moment où il se trouve face au corps social le plus docile et le plus soumis qui soit jamais apparu dans l’histoire de l’humanité. Ce n’est que par un paradoxe apparent que le citoyen inoffensif des démocraties post-industrielles (le bloom comme on a suggéré avec efficacité de l’appeler), celui qui exécute avec zèle tout ce qu’on lui dit de faire et qui ne s’oppose pas à ce que ces gestes les plus quotidiens, ceux qui concernent sa santé, ses possibilités d’évasion comme ses activités, son alimentation comme ses désirs soient commandés et contrôlés par des dispositifs jusque dans les détails les plus infimes, que ce citoyen donc (et peut-être précisément à cause de cela) soit considéré comme un terroriste potentiel. Alors que les normes européennes imposent à tous les citoyens ces dispositifs biométriques qui développent et perfectionnent les technologies anthropométriques (depuis les empreintes digitales jusqu’aux photographies signalétiques) qui avaient été inventées au XIX siècle pour identifier les criminels récidivistes, la surveillance vidéo transforme les espaces publics de nos cités en intérieurs d’immenses prisons. Aux yeux de l’autorité (et peut-être a-t-elle raison), rien ne ressemble autant á un terroriste qu’un homme ordinaire.

 

Plus les dispositifs se font envahissants et disséminent leur pouvoir dans chaque secteur de notre vie, plus le gouvernement se trouve face à un élément insaisissable qui semble d’autant plus se soustraire à sa prise qu’il s’y soumet avec docilité. Cela ne signifie pas que ce dernier représente en soi un élément révolutionnaire, ni qu’il puisse arrêter ou même seulement menacer la machine gouvernementale. Au lieu de cette fin de l’histoire qu’on ne cesse d’annoncer, on assiste bien plutôt à de grands tours pour rien de la machine gouvernementale qui, dans une espèce d’invraisemblable parodie de l’oikonomia théologique, a pris sur soi l’héritage d’un gouvernement providentiel du monde. Mais, au lieu de le sauver, elle reste fidèle à la vocation eschatologique originaire de la providence et le conduit à la catastrophe.

 

Le problème de la profanation des dispositifs (c’est-à-dire de la restitution à l’usage commun de ce qui a été saisi et séparé en eux) n’en est que plus urgent. Ce problème ne sera jamais posé correctement tant que ceux qui s’en empareront ne seront pas capables d’intervenir aussi bien sur les processus de subjectivation que sur les dispositifs pour amener à la lumière cet Ingouvernable qui est tout à la fois le point d’origine et le point de fuite de toute politique.»

 

Giorgio Agamben (2007). Qu'est-ce qu'un dispositif? Paris: Payot/Rivages. (páginas 46-50)



publicado por Ana da Palma às 14:03
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Apertadinhos

 

 

 

Enquanto os resultados da «representatividade» se esbanjam nos media, mais de 300 militantes do movimento dos Indignados vindos de Ile-de-France, Toulouse, Bayonne, Marseille, Angers e Lille juntaram-se, no sábado, em Paris, para denunciar a «mascarada eleitoral».

Apelam para uma "démocratie réelle" e revelam o verdadeiro rosto da crise de legitimidade da democracia representativa.

Apelam para a organização local em assembleias populares para encontrar soluções no campo do ambiente, da saúde, da educação, da alimentação, etc..

Juntaram-se perto do centro Pompidou na Fontaine des Innocents para seguir para o Champ-de-Mars, onde pretendem permanecer até 12 de Maio organizando acções anticapitalistas e assembleias populares. 



publicado por Ana da Palma às 15:12
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
Vídeo: Encapuzados no despejo da Fontinha. Cidadãos normais versus Bombeiros

 

 

 

Descrição: Chefe dos polícias destacados Rua das Musas do lado do Bonjardin informa que encapuzados são «cidadãos normais» que não desejam ser identificados. Informação desmentida pela ANBP : «No entanto, de acordo com fonte do Batalhão, em momento algum terão sido informados de que iriam participar nesta acção de despejo (já que o normal, e o que se suponha, era a participação num simulacro).»

A ANBP acrescenta: «O Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais condena veementemente a utilização dos bombeiros, de forma alegadamente clandestina, para estas funções que em nada correspondem às que estão associadas à actividade dos bombeiros. Os bombeiros colocaram em risco a sua integridade física ao fazerem parte desta acção. Alguns destes elementos terão sido convocados, alegadamente, em horário extraordinário.»





publicado por Ana da Palma às 16:05
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Es.Col.A da Fontinha: OH MÔRE BAIXA-MO REITING

 

Fonte: Es.Col.A da fontinha



publicado por Ana da Palma às 13:56
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012
Vídeo da 1ª Sessão do Erguer a Voz: «Resistências»

Erguer a Voz - Resistências from Sapato43 on Vimeo.



publicado por Ana da Palma às 13:17
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
Es.Col.A: Mensagem dos Anonymous ao Rui Rio


publicado por Ana da Palma às 13:34
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012
Tradução do poema de Günther Grass «O que deve ser dito»

O que deve ser dito

 

Porque não digo

porque calei durante tanto tempo

o que no entanto é evidente

e foi objecto de tantas simulações

em que nós, os sobreviventes,

ficamos melhor em nota de rodapé

 

Evoca-se o direito a um ataque preventivo,

a erradicação do povo iraniano submisso

obrigado a um regozijo sem alegria por um fala-barato,

com o pretexto de que este potentado estaria a construir uma bomba atómica.

 

Mas então, porque me proíbo

de nomear este outro país

que possui há anos

- é certo no maior dos segredos -

de um potencial nuclear crescente

e escapando a qualquer controlo

posto que nenhuma inspecção é permitida ?

 

O silêncio geral à volta deste facto conhecido

este silêncio ao qual também eu subscrevi

sinto-o como uma pesada mentira

uma regra de ouro que não pode ser quebrada

sem sofrer o risco de uma penosa e infame condenação:

a acusação de anti-semitismo tão frequente.

 

Mas hoje, enquanto o meu país

culpado de crimes incomparáveis

pelos quais deve prestar contas ainda e ainda

portanto, o meu país, num gesto puramente comercial

- alguns falarão precipitadamente de reparação -

vai entregar um novo submarino a Israel,

um engenho cuja especialidade é de disparar

ogivas capazes de destruir tudo o que é vivo

num sítio onde nem se provou

a existência de uma única bomba nuclear

num sítio onde a suspeita serve de prova,

digo o que deve ser dito.

 

Porque me calei tanto tempo?

Porque acreditava que as minhas origens

manchadas por crimes jamais perdoáveis

me proibiam de exprimir esta verdade

de ousar censurar Israel deste facto,

país de que sou e quero continuar a ser amigo.

 

Porque só agora, velho,

num último sopro da minha caneta, digo

que a potência nuclear de Israel

ameaça a já frágil paz mundial ?

Porque agora há que dizer

o que poderá ser demasiado tarde amanhã

e porque nós, os Alemães, com o peso do nosso passado,

podemos nos tornar os cúmplices de um crime

previsível e portanto impossível

de justificar com as desculpas habituais.

 

Porque não digo

porque calei durante tanto tempo

o que no entanto é evidente

e foi objecto de tantas simulações

em que nós, os sobreviventes,

ficamos melhor em nota de rodapé

 

Evoca-se o direito a um ataque preventivo,

a erradicação do povo iraniano submisso

obrigado a um regozijo sem alegria por um fala-barato,

com o pretexto de que este potentado estaria a construir uma bomba atómica

 

Mas então, porque me proíbo

de nomear este outro país

que possui há anos

- é certo no maior dos segredos -

de um potencial nuclear crescente

e escapando a qualquer controlo

posto que nenhuma inspecção é permitida?

 

O silêncio geral à volta deste facto conhecido

este silêncio ao qual também eu subscrevi

sinto-o como uma pesada mentira

uma regra de ouro que não pode ser quebrada

sem sofrer o risco de uma penosa e infame condenação:

a acusação de anti-semitismo tão frequente.

 

Mas hoje, enquanto o meu país,

culpado de crimes incomparáveis,

pelos quais deve prestar contas ainda e ainda,

portanto, o meu país, num gesto puramente comercial,

- alguns falarão precipitadamente de reparação -

vai entregar um novo submarino a Israel,

um engenho cuja especialidade é de disparar

ogivas capazes de destruir tudo o que é vivo,

num sítio onde nem se provou

a existência de uma única bomba nuclear,

mas num sítio onde a suspeita serve de prova,

digo o que deve ser dito.

 

Porque me calei tanto tempo ?

Porque acreditava que as minhas origens

manchadas por crimes jamais perdoáveis

me proibiam de exprimir esta verdade,

de ousar censurar Israel deste facto,

país de que sou e quero continuar a ser amigo.

 

Porque só agora, velho,

num último sopro da minha caneta, digo

que a potência nuclear de Israel

ameaça a já frágil paz mundial?

Porque agora há que dizer

o que poderá ser demasiado tarde amanhã

e porque nós, os Alemães, com o peso do nosso passado,

podemos nos tornar os cúmplices de um crime

previsível e portanto impossível

de justificar com as desculpas habituais.

 

Também devo admitir que, agora, jamais calarei,

porque estou farto da hipocrisia do Ocidente

e espero que serão muitos os que estão

prontos a libertar-se das amarras do silêncio

para apelar ao autor de uma evidente ameaça

a renunciar à violência e exigir

um controlo permanente e sem entraves

do potencial atómico israelita

e das instalações nucleares iranianas

por uma instância internacional

aceite pelos dois governos.

 

Só assim poderemos ajudar

os Israelitas e os Palestinos

e melhor, todos os povos,

irmãos inimigos vivendo lado a lado

nesta região ameaçada pela folia mortífera

e afinal de contas a nós próprios.

 

Também devo admitir que, agora, jamais calarei,

porque estou farto da hipocrisia do Ocidente

e espero que serão muitos os que estão

prontos a libertar-se das amarras do silêncio,

para apelar ao autor de uma evidente ameaça

a renunciar à violência e exigir

um controlo permanente e sem entraves

do potencial atómico israelita

e das instalações nucleares iranianas

por uma instância internacional

aceite pelos dois governos.

 

Só assim poderemos ajudar

os Israelitas e os Palestinos

e melhor, todos os povos

irmãos inimigos vivendo lado a lado

nesta região ameaçada pela folia mortífera

e afinal de contas a nós próprios.

 

 

 (Fonte: tradução francesa de Michel Klepp de Süddeutsche Zeitung: AQUI)



publicado por Ana da Palma às 19:27
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
Actualização (1) de Erguer a Voz: Resistências

Informações

Selecção de textos disponíveis em pdf



publicado por Ana da Palma às 16:34
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At dawn 129

Perishable, It Said

Perishable, it said on the plastic container,
and below, in different ink,
the date to be used by, the last teaspoon consumed.

I found myself looking:
now at the back of each hand,
now inside the knees,
now turning over each foot to look at the sole.

Then at the leaves of the young tomato plants,
then at the arguing jays.

Under the wooden table and lifted stones, looking.
Coffee cups, olives, cheeses,
hunger, sorrow, fears—
these too would certainly vanish, without knowing when.

How suddenly then
the strange happiness took me,
like a man with strong hands and strong mouth,
inside that hour with its perishing perfumes and clashings.

 

(Jane Hirshfield)

 

Fonte: Knopf - Poem-a-day


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publicado por Ana da Palma às 06:28
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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Musiquinha enquanto as radiações de Fukushima navegam pelo Pacífico

 

 

Ler: Fukushima Radiation Moving Steadily Across Pacific



publicado por Ana da Palma às 22:31
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Boris Vian O pranto do progresso!


publicado por Ana da Palma às 16:53
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At dawn 128

Tree


All day I waited to be blown;
then someone cut me down.

I have, instead of thoughts,
uses; uses instead of feelings.

One day I’ll feel the wind again.
A moment later I’ll be gone.

 

(Dan Chiasson)

 

Fonte: Knopf - A Poem a Day


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publicado por Ana da Palma às 13:16
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Divulgação: ERGUER A VOZ com o tema RESISTÊNCIAS

 

Breve descrição:


"Erguer a Voz" é uma parceria entre as associações Terra Viva! e Sapato 43, no âmbito do projecto Amigos Maiores que o Pensamento da AJA-Norte (Associação José Afonso).

 

O projecto Erguer a voz irá desenvolver-se até Setembro de 2012 e será finalizado por uma exposição agendada para Dezembro 2012. A exposição consistirá numa montagem de todas as vozes e outros registos de cada uma das sessões temáticas que serão realizadas em vários locais da cidade do Porto.

 

Finalidade:


"Erguer a Voz" pretende dar voz às pessoas tendo em conta as actuais e prementes preocupações do quotidiano, aliando momentos de convívio solidário através da poesia e da música de intervenção.
A voz dos participantes será triplamente valorizada:

- Primeiro, no momento de partilha durante as sessões temáticas.

- Segundo, pela participação nas gravações.

- Terceiro, numa exposição sonora envolvendo outros registos, outros participantes e objectos. 

O objectivo de Erguer a voz é relembrar a importância das nossas vozes de onde emanam as nossas individualidades, os nossos desejos e sensibilidades e reafirmar o seu poder.  

 

Como participar na 1º sessão: «Resistências»

 

1- Enviar um e-mail para sapato43.ac@gmail.com para se inscrever* (até dia 13 às 12horas)

2- Escolher/escrever/trazer o(s) poema(s), o(s) texto(s) ou a(s) canção(ões) que irá partilhar.
Para dar uma ajuda e se inspirar,   pode descarregar AQUI um documento em formato pdf com exemplos de poemas/canções dentro desta temática

3- Opção especial para dia 13 de Abril: levar um objecto que esteja ligado ao tema "resistências", de modo a partilhar a história desse objecto ou para explicar de que forma ele se liga ao tema.

4- Antes de iniciar a sessão, preencher e assinar um formulário onde autoriza/não autoriza os diferentes tipos de registo (áudio e/ou fotográfico)

 

*IMPORTANTE!: A necessidade de confirmar a participação através da inscrição prende-se com a capacidade de acolhimento do espaço e ... dos litros de sangria a «compor»!



publicado por Ana da Palma às 16:14
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Divulgação: Carta Aberta do Es.Col.A
Em solidariedade com o Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha
CARTA ABERTA

 

A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel. 

Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.

Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si - seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha. Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.

Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.

Que a moda pegue! ai, ai



publicado por Ana da Palma às 16:09
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Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Dia 22 de Março - Greve Geral

Uma gaiola foi à procura de um pássaro.

(Kafka)

Dia 22 de Março, como todos os dias, vamos afirmar que somos Pássaros!

 

Somos Pássaros que negam qualquer gaiola, muito mais a imposta por esta democracia podre e bolorenta, onde floresce a ditadura dos aparelhos partidários, onde se reproduzem dinastias de políticos de profissão, onde as finanças ditam as leis, onde as decisões são tomadas à revelia de quem vão afectar.

 

Somos Pássaros e fazemos da política vida, porque a vida é nossa e a política mais não é do que a sua reapropriação individual e social. Ditam-nos a crise com pactos sociais. Chamam-nos para validar os pactos. Somos Pássaros, não pactuamos com gaiolas! Somos a rua e a rua somos nós.

 

Vamos para a rua, porque somos Pássaros e somos livres! Vamos para a rua, porque acreditamos que a força e a beleza de uma mudança se encontra nos nossos voos soberbamente diferentes, onde residem todas as promessas dos seres humanos. Vamos para a rua, porque acreditamos que a força e a beleza de uma mudança se encontra nas nossas mãos unidas, nas feições dos seus contornos suaves ou rugosos que se ajustam e complementam. Vamos para a rua, porque é na rua que está a voz e o cérebro da democracia directa!

 

Companheiras e Companheiros, podem querer roubar-nos os nossos legítimos direitos, podem querer tirar-nos o tempo e a vida, mas somos Pássaros, temos asas e nunca nos poderão roubar a Ideia, o sonho, a capacidade de percebermos que as decisões sobre como viver e lutar estão ligadas à sua execução.

 

Ocupemos as gaiolas para as destruir!

Organizemos as derrotadas gaiolas em espaços livres em Autogestão!

Devolvamos a banca onde ela pertence: o banco dos réus!

Tomemos as decisões em conjunto

Façamos da rua a nossa política!

 

Conferência libertária (em preparação)

Contactos provisórios:

- sovaitporto@gmail.com

- hipatia@pegada.net

- casaviva167@gmail.com



publicado por Ana da Palma às 20:49
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Quarta-feira, 7 de Março de 2012
Divulgação: Poetas à mesa


publicado por Ana da Palma às 22:01
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012
Revisitar uma mensagem-pacote


publicado por Ana da Palma às 18:16
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Manipulação dos media - Ameaças a outros paises é Crime!


publicado por Ana da Palma às 14:36
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
Novidades publicações

 

 

Collectif. 1895, nº64 5b4 / automne 2011. Revue d'histoire du cinéma


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publicado por Ana da Palma às 12:29
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Novidades publicações

 

Eric Van Essche (Dir.) Spéculations spéculaires - Le reflet du miroir dans l'image contemporaine. La lettre volée, 2012.


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publicado por Ana da Palma às 12:27
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escola-arestas
GAVETAS
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