Collectif. 1895, nº64 5b4 / automne 2011. Revue d'histoire du cinéma
Eric Van Essche (Dir.) Spéculations spéculaires - Le reflet du miroir dans l'image contemporaine. La lettre volée, 2012.
Philippe Dubois. La question vidéo - Entre cinéma et art contemporain. Yellow now, 2012.
Col. La pensée esthétique de Gérard Genette (avec 1 CD audio). PU Rennes, 2012.
Na sede da AJA Norte - Rua do Bonjardim, 635, 1º, traseiras, Porto, dia 27 de Janeiro às 21:30. Reserva o teu poema à mesa com os poetas!
Le patrimoine culturel immatériel. Enjeux d'une nouvelle catégorie. Édité par Chiara Bortolotto. Avec Annick Arnaud, Sylvie Grenspan. 2011. Ver AQUI
«Je voudrais dire ce que c’est qu’un style. C’est la propriété de ceux dont on dit d’habitude "ils n’ont pas de style...".
Ce n’est pas une structure signifiante, ni une organisation réfléchie, ni une inspiration spontanée ni une orchestration, ni une petite musique. C’est un agencement, un agencement d’énonciation.
Un style, c’est arriver à bégayer dans sa propre langue. C’est difficile parce qu’il faut qu’il y ait nécessité d’un tel bégaiement. Non pas être bègue dans sa parole, mais être bègue du langage lui-même. Etre comme un étranger dans sa propre langue. Faire une ligne de fuite. Les exemples les plus frappants pour moi: Kafka, Beckett, Gherasim Luca, Godard.
Gherasim Luca est un grand poète parmi les plus grands: il a inventé un prodigieux bégaiement, le sien. Il lui est arrivé de faire des lectures publiques de ses poèmes; deux cents personnes, et pourtant c’était un événement, c’est un événement qui passera par ces deux cents, n’appartenant à aucune école ou mouvement. Jamais les choses ne se passent là où on croit, ni par les chemins qu’on croit.
On peut toujours objecter que nous prenons des exemples favorables, Kafka juif tchèque écrivant en allemand, Beckett irlandais écrivant anglais et français, Luca d’origine roumaine, et même Godard Suisse. Et alors? Ce n’est le problème pour aucun d’eux.
Nous devons être bilingue même en une seule langue, nous devons avoir une langue mineure à l’intérieur de notre langue, nous devons faire de notre propre langue un usage mineur. Le multilinguisme n’est pas seulement la possession de plusieurs systèmes dont chacun serait homogène en lui-même; c’est d’abord la ligne de fuite ou de variation qui affecte chaque système en l’empêchant d’être homogène. Non pas parler comme un Irlandais ou un Roumain dans une autre langue que la sienne, mais au contraire parler dans sa langue à soi comme un étranger.
Proust dit: "Les beaux livres sont écrits dans une sorte de langue étrangère. Sous chaque mot chacun de nous met son sens ou du moins son image qui est souvent un contresens. Mais dans les beaux livres tous les contresens qu’on fait sont beaux."
C’est la bonne manière de lire: tous les contresens sont bons, à condition toutefois qu’ils ne consistent pas en interprétations, mais qu’ils concernent l’usage du livre, qu’ils en multiplient l’usage, qu’ils fassent encore une langue à l’intérieur de sa langue. " Les beaux livres sont écrits dans une sorte de langue étrangère..."
C’est la définition du style. Là aussi c’est une question de devenir. Les gens pensent toujours à un avenir majoritaire (quand je serai grand, quand j’aurai le pouvoir...).
Alors que le problème est celui d’un devenir-minoritaire: non pas faire semblant, non pas faire ou imiter l’enfant, le fou, la femme, l’animal, le bègue ou l’étranger, mais devenir tout cela, pour inventer de nouvelles forces ou de nouvelles armes.»
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Gilles Deleuze Un prodigieux bégaiement
(sur le style)
exerto de Gille Deleuze / Claire Parnet (1977). Dialogues. Paris: Flammarion.
Agora recomeça o ritmo dos dias, com mais uns habitantes: uns visíveis, outros invisíveis. Parece que cada um é uma paisagem exposta nos murmúrios do ser à hora de jantar, à hora do ranger dos ossos nas molas tesas do colchão, à hora de apanhar o metro, à hora de encontrar o vizinho com o saco das compras e a criança a arrastar os pés...
Maurice Blanchot from Ici et Ailleurs on Vimeo.
A missão de 8 de Julho à Palestina foi:
- um trabalho colectivo de mais de 40 organizações palestinas, comités locais com o apoio de partidos políticos.
- um trabalho de mobilização da comunidade internacional
- Com dois objectivos máximos definidos para as manifestações pacíficas:
o fim do apartheid
o fim da limpeza étnica
O ciclo de relatos e conversas pretende partilhar a experiencia, conversar sobre questões fundamentais, que envolvem as nossas liberdades enquanto seres humano, e organizar a mobilização para futuras missões.
Na manhã de dia 12 de Julho, depois de um copioso e perfumado pequeno almoço, preparado pelas mulheres do campo de refugiados de Aida e servido no centro de Alrowwad, preparámo-nos para mais uma manifestação pacífica, desta vez em Hebron.
A situação dos palestinos em Hebron é bem conhecida e amplamente documentada para quem procura saber sem receios. A face da ocupação israelita revela-se logo na entrada da wikipedia sobre hebron, onde podemos ler que é uma cidade da Cisjordânia ocupada por Israel; mas também, na entrada do Google Maps, onde Hebron aparece como uma cidade pertencendo a Israel; por outro lado, uma simples pesquisa de imagens sobre Hebron no Google mostra o rosto de uma ocupação injusta e violenta, assim como de um apartheid tentacular e odioso evidente.
O objectivo da manifestação, como todas as outras, como aquelas ainda por vir, foi pedir a abertura de uma rua que está fechada à passagem dos Palestinos: Shuhada Street. A resistência cívica pacífica é feita de actos reiterados ao longo dos meses, ao longo dos 63 anos em que o povo palestino tem vindo a manifestar o seu desespero, tristeza e resistência diante de um Mundo que, sistematicamente, se esquece dele.
Em Jerusalém, várias comunidades convivem entre as muralhas da velha cidade, mas as famílias árabes nunca saem de casa. Uma casa vazia é uma casa perdida, é uma casa roubada pelos israelitas. Rapidamente, bandeiras azuis e brancas erguem-se nas varandas e janelas das casas ocupadas. O sentimento de enclausuramento persiste no ar que se respira. Algo de ofegante paira na incerteza do quotidiano como se a nossa pertença comum, a nossa humanidade, estivesse sempre do avesso. À volta da cidade sagrada, com o pretexto de escavações arqueológicas baseadas em argumentos dos textos divinos, a espoliação, destruição, humilhação e expulsão continuam como em Silwan.
No aeroporto, todas as minhas bagagens foram revistadas ao pormenor e fui levada para uma sala para ser fisicamente inspeccionada!
«Onde esteve? »
«Onde ficou?»
«O que fez?»
«Encontrou-se com a população local?»
«Porque é que o seu passaporte é novo?»
....
Repetidamente, verifiquei o desejo de apagar do vocabulário, para todo o sempre, a palavra «Palestina».
De forma semelhante, os israelitas «apagam» o nome das aldeias palestinas. Os soldados arrancam as placas e destroem as casas alegando o poder legal conferido por uma estranha mistura de leis otomanas, leis datadas do mandato britânico e outras leis israelitas criadas especialmente para desalojar e expulsar um povo inteiro.
«Sou assim tão perigosa?» Perguntei à jovem Gália quando me devolveu as minhas botas e o meu porta-moedas revistado pela terceira vez...
Mais tarde, soube que eram atribuídos números, numa escala de 1 a 6, aos viajantes, correspondendo ao grau de potencial perigo para Israel.
Esta experiência na Palestina será em breve acompanhada por uma série de encontros pelo Porto, exposições e apresentações multimédia que estarão disponíveis online.
Depois da vivência palestina, é difícil regressar a um mundo de aparências, a um universo consumista de «conforto» programado e controlado. É difícil conformar-se com os objectivos de supremacia do Ocidente revelados pela recusa de apoiar o pedido legítimo do Povo Palestino de ver o seu território, segundo as fronteiras de 1967, ser reconhecido como Estado! Esta reivindicação legítima pode ser apoiada ao assinar este pedido que em cerca de 4 dias recolheu mais de 500.000 assinaturas.
Ontem, na transcrição do debate sobre a questão do reconhecimento de uma estado da Palestina, na ONU, a representante do Brasil soube trazer os argumentos válidos dando relevo ao que mais importa, indo mas além dos argumentos políticos partidários, supostamente securitários, que apontam sempre o dedo para os perigos do Hamas (representantes, legal e democraticamente eleitos pelo povo em Gaza, mas que estranhamente não vão ao encontro dos desejos do ocidente e provocaram ingerência total e castigo do povo de Gaza): o Povo Palestino e os seus direitos. Pois, ao contrário do que alegam os E.U.A. e Israel, este pedido não é, de todo, uma decisão unilateral: «Pour la délégation brésilienne, ce recours à l’ONU ne constitue en rien une action unilatérale de la part des Palestiniens, car « faire appel à l’Assemblée générale est tout le contraire d’une action unilatérale » e, o Povo Palestino tem direito ao mesmo voto de confiança de que o Povo que veio a constituir o Estado de Israel beneficiou em 1948 : « La représentante du Brésil a estimé que le moment est venu pour les Nations Unies d’accorder le même vote de confiance au peuple palestinien et de leur permettre de bâtir un État démocratique, pacifique et prospère, comme cela avait été fait lorsque l’Assemblée générale avait reconnue la légitimité de l’État d’Israël. »
GAP
ARGIA
ALTER
AMICI
ITEM SPECTO
ABU-La Bibliothèque Universelle
Centre Historique des Archives Nationales Paris
The Metropolitan Museum of Art
SAPATOS TAMANHO 43
POVO
ACÇÂO
